E estamos aqui, com seis meses de Beatriz e chegando aquela hora difícil: o fim da licença-maternidade.
Fácil, não é? Mas vamos combinar que a mulher fez que fez para ter os mesmos direitos do homem e agora se depara com a questão: como cuidar dos filhos?
A decisão do que fazer não é das mais fáceis e, confesso aqui, que já chorei muito, já pensei muito, já decidi e 'desdecidi' muito também. Mas, hoje, não tem como colocar tudo nas costas do meu marido.
Enfim, fato é que o que eu vim falar aqui é o tempo de licença. Como funcionária do Governo do Estado tive direito a 180 dias corridos para cuidar da minha pitoca. Somei a eles um mês de férias. Não foi possível a amamentação exclusiva até os seis meses da Bia, porém ela só mama no meu peito, mas já come frutas, papinhas salgadas e toma suco.
O tempo voou. O que fazer com um ser tão minúsculo, que ainda é grudado em você, depende de você. Como fica o coração de mãe quando tem que cortar mais uma vez o cordão umbilical? (porque isso nós devemos fazer umas 10 mil vezes na vida!)
Tudo bem, seis meses deveria ser o mínimo de direito. Agora me peguei pensando nas mães que só têm 120 dias. Com quatro meses o bebê ainda é mais dependente e a amamentação exclusiva vai pelo ralo!!! O mundo tá todo errado. Os incentivos estão todos errados. A mulher lutou tanto pela igualdade, mas não somos iguais!
E as empresas querem lucros, querem atingir metas, objetivos, e a mulher atrapalha. Será? Acho que tem muito mais qualidades do que esses considerados 'defeitos' no ser feminino.
Aliás, você sabia que dependendo da empresa e do tempo de gestação/licença seu médico pode te dar um atestado de 15 dias no fim da gravidez e mais 15 dias depois para a amamentação. Mas isso você deve conversar tanto com o médico, quanto verificar como funciona no local em que você trabalha.
Só sei que quatro meses é muito pouco. Seis já acho pouco, mas quatro é desumano!
Mais desumano que isso é a licença-paternidade. Que mãe não precisa da ajuda e do apoio do pai no início? E cinco dias não são NADA perto da necessidade que temos!!! O mínimo justo seria um mês.
O pai é uma peça fundamental, não só ajudando nos cuidados com o bebê quanto nas questões extras, como fazer compras, ajudar com almoço, casa. Além disso, as primeiras noites são terríveis até acostumar e, por isso, o pai também acaba dormindo mal!
Repito, o justo seria, pelo menos, um mês!
O mais engraçado de tudo isso é ouvirmos: "seis meses? Tudo isso??? Que folga!"
Com toda certeza essa pessoa nunca teve filhos e, provavelmente, espero que nem tenha. Porque noites sem dormir, choros, dependência e preocupações são intermináveis e descanso é algo que não está mais na minha vida.
Eu não sei o que é dormir mais de três ou quatro horas seguidas. Dores nas costas, na cabeça, cansaço, muito cansaço.
Não, não estou arrependida. E sim, vale muito a pena por cada sorriso. Vale a pena ter essa razão pra viver.
Eu acredito que muita gente tem que mudar a mentalidade e entender que é uma fase importante pra mulher.
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sexta-feira, 6 de junho de 2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
Ela é a palavra mais linda que um dia o poeta escreveu
Este ano de jornalista acabei virando fonte de dia das mães para duas publicações.
Esta abaixo é do Jornal Saúde Ultrafarma, da minha queridíssima Stephanie Borchardt. Foi com ela que fiz meu TCC de jornalismo sobre o Edifício Joelma, que ficou muito legal! (Clique aqui para conferir)
A matéria ficou linda e espero que vocês gostem tanto quanto eu!
Ah! A foto da publicação foi do meu Ensaio de Gestante, feita pelo queridíssimo Davi Chaim, da Oficina da Photo, aqui de Jundiaí!
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Esta abaixo é do Jornal Saúde Ultrafarma, da minha queridíssima Stephanie Borchardt. Foi com ela que fiz meu TCC de jornalismo sobre o Edifício Joelma, que ficou muito legal! (Clique aqui para conferir)
A matéria ficou linda e espero que vocês gostem tanto quanto eu!
Ah! A foto da publicação foi do meu Ensaio de Gestante, feita pelo queridíssimo Davi Chaim, da Oficina da Photo, aqui de Jundiaí!
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sexta-feira, 9 de maio de 2014
Sem rodeio solto os freios canto o amor por ti
Ano passado eu comemorei o dia das mães. Sim, claro!!! Já tinha um serzinho vivendo no meu ventre e instalado no meu coração, mesmo eu ainda não sabendo quem era.
Só que apesar da felicidade, estava na fase dos enjoos. Me lembro que naquele dia fui parar no PS, tomei plasil na veia e, por fim, dormi a tarde toda.
Além disso, este ano será muito mais especial!!! Beatriz está aqui, no meu colo, e é uma menina linda que me traz muita coisa boa.
Ser mãe me ensinou muito:
- posso não ter ideia de como cuidar de mim mesma, mas descobri que sou muito capaz de cuidar de um filho;
- os pitacos vão surgir a toda hora, independente da idade do seu filho, mas aprendi a filtrar, selecionar e aceitar quando necessário (ok, ainda estou aprendendo);
- o sorriso dela me bambeia as pernas e me tira o mau humor, mesmo quando são 4 horas da manhã e você não consegue fazê-la dormir;
- sei criar rotina, horários, selecionar qual fruta do dia e estou começando a aprender a fazer papinhas salgadas, e isso é um marco na minha vida;
- só o fato dela fazer barulhos com a boca, virar de bruços, desvirar, comer toda papinha ou beber o suco, e a cada novidade, mesmo que pareça pequena ou besta, é motivo de comemorar, bater palma e mostrar alegrias;
- nunca diga que seu bebê não vai ouvir Galinha Pintadinha!!! Na hora do 'não sei mais o que fazer' você vai ligar a TV;
- os muitos nãos da Bia não me fazem desistir: caretas na hora de inserir um novo alimento as vezes dá um pânico, mas saber que é normal é um alívio;
- a paciência surge como uma entidade, mas tem horas que também vai embora e dá vontade de jogar tudo pro alto - o lance é respirar fundo e recomeçar;
- faria o possível e o impossível para passar suas dores e tristezas pra mim;
- faria o possível e o impossível para passar suas dores e tristezas pra mim;
- falei que nunca mimaria tanto um filho e cuspi pro alto - e olha que minha filha não tem seis meses ainda;
- me fez entender que seus pais serão mesmo recheados de doçuras e carinhos com os netos, que tudo o que você não podia fazer, seus filhos poderão, e que serão babões desde sempre;
- tenho a sorte de nascer na família que nasci, pois o apoio deles em todo esse tempo foi essencial;
- temos mesmo que agradecer nossas mães por tudo o que elas fizeram por nós. Quando somos mães conseguimos compreender o quanto é difícil essa 'profissão;
- me fez entender que seus pais serão mesmo recheados de doçuras e carinhos com os netos, que tudo o que você não podia fazer, seus filhos poderão, e que serão babões desde sempre;
- tenho a sorte de nascer na família que nasci, pois o apoio deles em todo esse tempo foi essencial;
- temos mesmo que agradecer nossas mães por tudo o que elas fizeram por nós. Quando somos mães conseguimos compreender o quanto é difícil essa 'profissão;
- aliás, falei muita coisa que não faria por um filho e caí do cavalo (pra não usar o mesmo termo que o tópico anterior);
- me fez rever vários - se não todos - os conceitos que tinha antes dela nascer;
- tomar decisões é, antes de tudo, pensar se vai ser bom pra ela - incrível o poder que um ser tão novo tem sobre nossos rumos;
- o amor é capaz de crescer dentro da gente e explodir;
- e descobri que meu coração bate fora do peito porque tem alguém que me faz viver fora de mim!
Feliz dia das mães para todas as mamães de primeira, segunda e todas as viagens!!! Mamães de coração, madrastas, avós... todas aquelas que têm amor de mãe e sabe da importância de ter um alguém para você cuidar, acarinhar e por quem
Ao mesmo tempo que será um domingo especial pra mim, também será o primeiro domingo de saudades.
Nossos almoços de Dia das Mães era ao lado da matriarca, minha vó Ide, que era um grande motivo de comemorações. Hoje ela deixa saudades, mas deixa uma neta que quer muito continuar se espelhando nela para ser a mãe e a avó que foi, amada e muito querida por todos.
Quatro gerações registrado com muito amor!
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quarta-feira, 16 de abril de 2014
Levo este sorriso porque já chorei demais...
Minha avó tinha o coração fraquinho. Mas estava sempre muito forte. Aliás, força era um adjetivo muito coerente a ela. Mas aquela sexta foi diferente. Ela nos deixou e, com isso, muita saudade e um aperto no peito. Foi de repente, aquela presença diária no meu dia a dia agora está só no meu pensamento e no meu coração.
Por isso achei muito digno colocar aqui o que escrevi pra Beatriz naquele fim de semana triste, para que isso se registre não só no meu facebook, mas também no mundo virtual, porque essa velhinha me faz muita falta!
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(escrito em 07/04/2014)
Sabe essa troca de olhar? Você não vai se lembrar dela. Mas acredite, tinha muito amor aí! Ela não pôde te ver crescer, mas queria participar muito da sua vida.
Quando fui te apresentar pra ela, a emoção não cabia na gente. Choramos contidas, eu e ela, num aperto de mãos muito especial.
Ela sempre chegava na casa do vovô e da vovó querendo te ver. As vezes sinto que faltou muita coisa pra falar, pra fazer. Mas fiz muito por ela, sendo recíproca a cada segundo por tanto amor que ela tinha por mim.
Nunca vou me esquecer desta última sexta. Você no meu colo e as últimas palavras dela pra mim: 'NUNCA FIQUE SOZINHA, é um conselho que te dou'. Talvez ela quis dizer 'é o último conselho que te dou', porque ela me deu muitos.
Ela disse que eu era muito forte. Mal sabe ela que parte dessa força só podia ser hereditária.
Filha, sei que o amor que tenho por essa sua bisavó ficará marcado por toda eternidade. Ela sempre dizia que amava os filhos mais que os netos, simplesmente porque eram seus filhos e isso hoje me faz muito sentido. Só que o carinho que ela tinha por cada um de nós e, depois, por você e os outros bisnetos dela, me fez perceber que ela amava muito mais do que podia imaginar. Era muito amor. Nós éramos uma grande alegria pra ela.
Você não vai se lembrar dela. Mas vou fazer questão de sempre falar dessa senhorinha, pra que você saiba da importância que essa mulher teve nas nossas vidas e na vida de todos que a cercavam. Ela era querida e isso nós nunca tivemos dúvidas.
Este fim de semana de dias lindos, o céu fez festa. Ele recebeu uma velhinha muito especial, que foi pra perto de Deus como queria, sem dor, sem sofrimento, como deveria ser sempre.
Bia, esta é sua bisa, vó Eurides.
Vá em paz, minha vó. Te amo pra sempre.
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Uma coisa que tiro de lição é: nunca se acostume com a pessoa que está sempre do seu lado... aprenda sempre a importância dela e como você pode transformar isso em amor dia a dia...
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quinta-feira, 20 de março de 2014
Por você eu faço tudo...
Primeiramente quero agradecer ao site Bebê.com.br pela publicação da minha história no Confessionário! Que as mães que se identificaram com meu post possam ter aqui no blog um apoio, um suporte. Saibam que não estão sozinhas!
Como vocês já sabem, tive muitos problemas com relação a cólicas da minha filha. O lance é que a doideira toda cessou quando cortei a lactose (leite de vaca e todos os derivados), encontrando alternativas para meu vício em leite e esperando 15 dias para ver se a coisa tinha funcionado.
Beatriz tinha só dois meses e, pelos cálculos naturais da coisa, a dor chata que ela sentia terminaria apenas no mês seguinte.
Só que não...
Com o fim da lactose, Beatriz não chorou mais de cólicas. Aquele transtorno que não tinha hora pra começar e nem pra acalmar parou e só ficaram os resmungos de sono, fome, enfim... os considerados 'normais'.
Minha filha, apesar de tão petitica ainda, é muito geniosa. Ela é brava, nervosa, chora, fica com raiva e toda vermelha. As vezes perde o ar. Ela é difícil.
Vou contar. Na maternidade ela chorou muito. No primeiro mês de vida, o banho era uma crise de choro sem fim. No segundo mês ela ainda chorava na hora de enrolar na toalha. Por no bebê conforto pra passear as vezes é um martírio. Essa menina chora tanto que as pessoas devem pensar que eu to cortando um dedinho dela fora. Mas é o jeito dela... até acostumar com a vida, ela sofre. Parece alguém que me conheço... (não precisava puxar isso de mim, né filha???)
Para que estou contando todo este tormento? Bom, para que você que chegou até aqui não se sinta sozinha, caso isso aconteça na sua casa. O importante é o que eu digo SEMPRE: passa! É só deixar o bichinho se adaptar ao que é novidade.
Outra coisa que me ajudou IMENSAMENTE foram as homeopatias. Além de dormir melhor, ela deu uma acalmada importante pra nós. Ela ainda é nervosinha, mas aí é da personalidade dela, não dá pra tirar, só que dá para amenizar. Foi o que fizemos.
Primeiro tomamos Cina CH30, que funcionou por poucos dias. Depois o Camomila CH30, que acabou ajudando melhor. Se tiver que tentar novas fórmulas, vou fazer! Mas deixando MUITO CLARO que tudo com orientação médica. É importante uma avaliação do homeopata para que ele detecte no seu filho qual o melhor remédio.
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Como vocês já sabem, tive muitos problemas com relação a cólicas da minha filha. O lance é que a doideira toda cessou quando cortei a lactose (leite de vaca e todos os derivados), encontrando alternativas para meu vício em leite e esperando 15 dias para ver se a coisa tinha funcionado.
Beatriz tinha só dois meses e, pelos cálculos naturais da coisa, a dor chata que ela sentia terminaria apenas no mês seguinte.
Só que não...
Com o fim da lactose, Beatriz não chorou mais de cólicas. Aquele transtorno que não tinha hora pra começar e nem pra acalmar parou e só ficaram os resmungos de sono, fome, enfim... os considerados 'normais'.
Este leite foi minha salvação!
Minha filha, apesar de tão petitica ainda, é muito geniosa. Ela é brava, nervosa, chora, fica com raiva e toda vermelha. As vezes perde o ar. Ela é difícil.
Vou contar. Na maternidade ela chorou muito. No primeiro mês de vida, o banho era uma crise de choro sem fim. No segundo mês ela ainda chorava na hora de enrolar na toalha. Por no bebê conforto pra passear as vezes é um martírio. Essa menina chora tanto que as pessoas devem pensar que eu to cortando um dedinho dela fora. Mas é o jeito dela... até acostumar com a vida, ela sofre. Parece alguém que me conheço... (não precisava puxar isso de mim, né filha???)
Para que estou contando todo este tormento? Bom, para que você que chegou até aqui não se sinta sozinha, caso isso aconteça na sua casa. O importante é o que eu digo SEMPRE: passa! É só deixar o bichinho se adaptar ao que é novidade.
Outra coisa que me ajudou IMENSAMENTE foram as homeopatias. Além de dormir melhor, ela deu uma acalmada importante pra nós. Ela ainda é nervosinha, mas aí é da personalidade dela, não dá pra tirar, só que dá para amenizar. Foi o que fizemos.
Primeiro tomamos Cina CH30, que funcionou por poucos dias. Depois o Camomila CH30, que acabou ajudando melhor. Se tiver que tentar novas fórmulas, vou fazer! Mas deixando MUITO CLARO que tudo com orientação médica. É importante uma avaliação do homeopata para que ele detecte no seu filho qual o melhor remédio.
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