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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Seja bem-vindo? Não, obrigada!


Muito tem se falado sobre restaurantes que não aceitam a entrada de crianças. Alguns até de forma bem categórica, no escracho ou na 'brincadeirinha', fazem questão de frisar que todo mundo é bem-vindo, menos os pequenos. 

Eu não acho que todo lugar tem que aceitar criança ou animal. Aliás, prefiro que eles deixem bem clara essa exclusão para que eu saiba onde estou entrando, ou não.

Mas de qualquer forma, muitos adultos veem as crianças como monstros, abomináveis. Talvez sejam pessoas que não serão pais e nem têm essa pretensão mesmo. 

Agora, assim como qualquer ser humano - QUALQUER!!!! - merece ser respeitado. Se você não quer que esse público entre no seu estabelecimento, deixe isso claro de forma bacana e não grosseira. Isso é um bem para o seu negócio, meu caro! Eu, como mãe, posso tirar sua clientela "sem filhos", e você sabe que sim. Se sua intensão é ter clientes bem (BEM) "seletos", fique atento! Eles ainda podem ter filhos e você os perde da mesma forma.

Por outro lado...

Eu, como mãe, sei que nem sempre controlar uma birra é fácil, não existe um botão de liga/desliga. Mas ensinar crianças arteiras e bagunceiras é necessário e, sim, é nosso papel! E ele é fundamental para o crescimento dos pequenos.

E tem outra. Criança é criança. Ela gosta de brincar, as vezes falar alto, não consegue ficar muito tempo sentado numa cadeira. Porque são crianças!

Por isso, senhores donos de estabelecimentos, ou estejam preparados para receber nossos filhos ou então avisem, educadamente, que não estão.

Mas, ó, avisa mesmo, hein!!!! 

Assim eu posso decidir se seu local é bom para mim e para os meus, ou não! Mas pode apostar, se minha filha não entra, eu também não! 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

15 Dicas para quem passa pelo luto do aborto espontâneo


Sofrer um aborto espontâneo é dolorido. Não é só dor física, a emocional é muito maior, muito mais forte e muito mais demorada a passar.

Se você passa ou conhece alguém que está sofrendo por isso, veja como pode (ou não) ajudar:

1- O aborto é a perda de um filho. Então é preciso entender que passar por este luto é natural e cada pessoa tem seu tempo certo para vivê-lo

2- Não diga que a pessoa não deve chorar ou ficar triste! É um motivo muito forte para essas duas atitudes. Ofereça seu colo, dê um abraço. E se você que passa por isso quer chorar, chore! Não importa o que vão pensar, você precisa se colocar em primeiro lugar e o choro é uma forma grandiosa de tirar aquele peso das suas costas

3- Muitas mulheres precisam de um tempo sozinhas, sem querer (ou conseguir) falar sobre esse ou qualquer outro assunto ou sequer ver outras pessoas. Entenda, é um momento dela e se ela se afastar é natural

4- Mande mensagens, mesmo que a mulher não queira aproximação, saber que tem alguém ali dando força é mesmo muito importante

5- Não cobre nada dessa mulher. O psicológico dela muitas vezes a tira do ar e ela talvez não consiga processar muitas coisas

6- Evite falar de bebês perto dela por um tempo. É muito difícil ela não associar a sua perda, seja compreensível! Isso não quer dizer que ela está triste por você, apenas ainda sente sua própria tristeza

7- Converse com outras mães que passaram por isso. Vai te fortalecer e te fazer entender que não adianta procurar os porquês, mas que os ensinamentos são muitos e você não está sozinha nessa

8- Absorva o que esse serzinho, mesmo em tão pouco tempo, veio te mostrar. Ele não apareceu na sua vida sem um motivo e, lá no fundo, você vai conseguir entender qual foi a missão dele na Terra

9- Se apegue a sua religião, caso você tenha. Isso te dará caminhos e forças pra se levantar diariamente durante o luto e depois dele também

10- Se você tem outros filhos, olhe para eles como um grande motivo para sorrir. Eles precisam de você, mas você vai perceber que é você quem mais precisa deles

11- Não se culpe. E não culpe ninguém. Não vai resolver o problema e só vai te fazer mais triste

12- Se você ainda não consegue encontrar as pessoas, não se cobre! Mas uma hora vai ser preciso enfrentar isso. 

13- Se você tem alguma conhecida passando por este momento delicado, evite falar coisas do tipo "logo vem outro", "não era pra ser agora", "já já você tenta de novo". Filhos não são substituíveis e aquela perda não vai ser superada por outra gravidez, por mais alegrias que outros filhos darão

14- Não dá para precisar quanto tempo cada mulher precisa. Mas cada um conhece o suficiente essa mulher pra saber se o luto está se agravando. Vale conversar com algum médico ou psicólogo para ter ideia se ela está precisando de ajuda, mas sem cobrar nada dela

15- Se seu aborto foi retido como o meu, decida se esperar sair naturalmente ou fazer a curetagem é o melhor pra você! Quem tem esse poder de escolha é você, claro que com a orientação médica sempre!

Sinta o melhor momento pra você. Encontre o SEU tempo para cada coisa. E respeite o tempo dessa mulher. É só ela quem sabe dimensionar sua dor

Essas foram minhas dicas, com base no que eu passei e no que senti durante alguns dias. Ainda tenho uma longa luta pela frente, mas só de conseguir me levantar, sair de casa e voltar aos poucos ao trabalho já me mostra que eu tenho forças para ir além! Acredite no seu potencial.

Não carregamos uma cruz maior do que somos capazes de segurar. Tudo o que nos acontece são provações de que podemos vencer os obstáculos, por mais doloridos que eles sejam.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Mãe de primeira viagem, vamos conversar sobre medo


Muitas amigas vêm me contar sobre o medo que surge quando a hora do parto vai se aproximando. 

Vamos ser sinceras: ninguém nasce sabendo! Ser mãe também não é algo que você vai sair fazendo antes de ter os seus filhos. Você pode ter o dom, a vontade, ser tia, madrinha ou até professora, mas quando chega sua a hora de ser mãe bate medo, insegurança e até (porque não?) um desespero!

Calma! Senta aí, respira fundo e apenas leia!

Você não sabe ser mãe. Ainda! E não tem manual que vá te ensinar como ser uma antes de parir. Então é normal ter medo do que é novo!

Mas te digo com uma certeza absoluta: assim que você parir, uma chavinha chamada MÃE dentro de você vai virar e aí seu instinto materno vai te mostrar que você nasceu para isso!

E fique firme se, quando nascer, você não amá-lo logo de cara! Não se sinta mal! Talvez demore um pouco para você reconhecer aquele ser, que embora tenha ficado tanto tempo no seu ventre, não deixa de ser uma pessoa estranha, nova! 

Mais uma vez, a novidade nos assusta. E é normal

E mesmo que você não reconheça aquele ser minúsculo logo de início e tudo pareça muito amedrontador (ou estranho), acredite: o amor vai bater quando você menos esperar (e não vai demorar) e é aí que você sentirá seu peito explodir com um sentimento que parece não caber dentro do seu coração! Talvez vire lágrimas ou sorrisos largos ou vontade de ficar só olhando. Independente da forma que for, vai ser emocionante!

E cada mulher é uma! Nunca se compare com outra mãe!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Bela Gil mais perto das mamães




Depois de dar a luz a Nino, seu segundo filho, Bela Gil agora quer estar mais próxima das mães. A partir de hoje a chef de cozinha natural vai aproveitar seu canal no Youtube para falar com elas por meio de vídeos semanais, incluindo alguns ao vivo, permitindo ainda mais interação com seu público. Toda quarta-feira, às 20h, será lançado um novo vídeo com dicas e esclarecimento de dúvidas sobre o universo materno e de seus bebês.

Na nova playlist do seu canal, Bela vai mostrar um vídeo exclusivo com o nascimento natural de Nino. Nino nasceu no dia 27 de maio, numa banheira montada em seu apartamento. Bela vai falar sobre parto humanizado, comentando sobre essa escolha, a viabilidade e os preparativos necessários.

Nos encontros com as mães, a chef vai abordar temas relacionados à maternidade, como alimentação e cuidados com a pele durante a gestação, amamentação, cuidados com o bebê, desmame e introdução alimentar. Sempre com o jeito Bela Gil de ser.

Além dos vídeos para as mães, a plataforma oferece conteúdo original, com vídeos lançados semanalmente, que respondem a dúvidas de seu público, além de falar sobre vários alimentos, suas propriedades e receitas. A chef também entrevista personalidades e promove desafios com famosos, incentivando sempre uma alimentação consciente e saudável, e estimulando mudanças de hábitos alimentares.

Bela Gil estudou nutrição Ayurvédica em Nova York, cursou culinária natural, no “The Natural Gourmet Institute”, e Iridologia (método de diagnóstico e prevenção de doenças através da leitura da íris). Também se formou na faculdade de Nutrição e Ciência dos Alimentos na Hunter College. Bela é autora dos premiados livros "Bela Cozinha - As Receitas" e "Bela Cozinha 2", ambos lançados pela Editora Globo com receitas e informações sobre os ingredientes. A chef ainda apresenta o programa “Bela Cozinha”, no GNT, e é sucesso nas redes sociais, como mais de 700 mil seguidores no Instagram e 600 mil fãs no Facebook. 

O Canal da Bela tem produção da Conspiração.

Link do canal: bit.ly/canaldaBela 

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Mãe Ser Mãe desmistifica o papel multifacetado da mulher


Cartolina, lápis de cor, papeis coloridos. O cenário pode remeter aos bons momentos da infância, mas as mãos que seguram as canetinhas coloridas não são de crianças. São de mulheres que buscam o próprio jeito de vivenciar a maternidade. E elas o fazem por meio do Mãe Ser Mãe, programa de coaching em grupo que visa orientar e ajudar mulheres a descobrirem seu equilíbrio entre carreira, família e educação dos filhos para trilharem seu caminho a partir de seus valores e escolhas pessoais.  

Entre diálogos, exercícios criativos e muito apoio mútuo, as participantes desenvolvem o protagonismo e o autoconhecimento em um programa que reúne o que há de melhor nas diversas metodologias e linhas de coaching, como, por exemplo, trabalho biográfico antroposófico e teoria integral. O grupos são formados por até quinze mulheres, que ao longo de oito encontros de três horas e meia, trocam experiências para diminuir a ansiedade e frustração em relação ao mito do papel multifacetado da mulher. “A culpa e a frustração são os sentimentos que mais assolam as mães atualmente”, explica a coach e analista comportamental para mulheres Tayná Leite, uma das facilitadoras do programa.

Era o caso da advogada e empresária Ana Carolina Tigrinho Fagundes, que ao ouvir relatos de uma amiga que participou da primeira turma do programa, decidiu também ingressar no Mãe Ser Mãe. “Eu estava num período bastante conturbado da minha vida pessoal e em busca de um novo olhar sobre os meus problemas e como enfrentá-los”, conta a mãe de uma menina de três anos.  A experiência, ela relata, não poderia ter sido melhor. “Saber que você pode expor seus problemas e receber como feedback um auxílio sem julgamentos é muito bom e encoraja a seguir em frente e ir mais longe”, explica.

Facilitado em Curitiba por Tayná, que está grávida do primeiro filho, e por Vera Regina, mãe de uma moça de 25 anos, o Mãe Ser Mãe faz parte dos programas de aprendizagem da Rede Ubuntu e é voltado para mulheres que tenham sido tocadas pelo tema da maternidade. Com carreiras consolidadas em multinacionais, ambas resolveram, em 2013, se voltar para o desenvolvimento humano. Autoestima, autonomia e gerenciamento do tempo são assuntos recorrentes. Tayná conta que muitas das participantes chegam ao Mãe Ser Mãe corroídas pela crença de não estarem atendendo ao que se espera do papel de mãe. “Mulheres são seres dotados de individualidade e ter filhos é um papel maravilhoso e nobre, mas certamente não é o único, e pode não ser a razão da sua vida – e não em nada de errado nisso”, ensina.

 Resgatar a individualidade é um dos maiores trunfos do Mãe Ser Mãe. Para Ana Carolina, poder compartilhar dilemas com outras mulheres foi transformador. “Vivemos uma chuva midiática de perfeição e uma cobrança absurda para que a vida seja o comercial de shampoo de criança, quando, na verdade, está bem longe disso”, relata a advogada.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Chegou a hora do desfralde!

Iniciamos o desfralde!


Não sei porque, mas eu estava super apavorada para começar essa nova etapa da nossa vida. Tive medo do stress que poderia ser, já que Bia, mesmo sendo muitíssimo esperta no alto de seus 2 anos e 3 meses, é também muito geniosa. E quando não quer algo, é uma luta árdua para convencê-la.

Dito e feito.

Já tinha lido muito sobre, estava preparada na teoria. Na TEORIA...

Era sexta quando a diretora da escolinha me orientou a iniciar o processo no dia seguinte. Conversei muito com a pequena, disse que ela estava virando uma mocinha grande e que não ia mais precisar de fraldas.

- A Bia não é grande, mamãe!

Expliquei mais uma vez que ela estava crescendo e que ia fazer igual a mamãe: quando tivesse vontade de fazer xixi ou cocô, iríamos ao banheiro e ela poderia escolher usar o penico ou o vaso sanitário com o assento adaptável.

Sábado ela acordou, levei ao banheiro e comecei o processo. Tirei a fralda, mostrei o penico e perguntei se ela queria fazer xixi. Não aceitou. Normal.

O dia todo foi de xixi na calcinha, na porta do banheiro, na cozinha, na sala... Mas ela sempre sabia que era hora de ir, a recusa era se sentar no penico. Em nenhum momento ela teve escape 'sem querer'. Todas as  vezes ela estava se apertando e segurando até não conseguir mais. Por isso, nenhum móvel meu foi atingido.

No fim da noite foi melhorando. Eu também fui tentando ficar mais calma. Quando a via se contorcendo, brincava com ela, pegava no colo, falava coisas divertidas e dizia para ela se sentar... quando ela entendeu o processo, se divertiu junto.

A noite, depois dela já ter ido dormir, coloquei a fralda nela.

Domingo foi lindo! Ela acordou e se recusou a usar o penico. Pronto. Foi a última recusa. Passamos o dia todo indo ao banheiro escutar o xixi caindo. Muitas ajudas para jogá-lo no vaso sanitário e uma recompensa: um sabonete do Minion - que ela adora - para lavar as mãos. 

Até que... no fim do dia... se contorce. "Quer fazer cocô?"... negativas e negativas... quando vejo a calcinha enchendo, pego ela e corro pro banheiro. Ela fica brava e se recusa. "Não quero, não quero, mamãe!". Já tinha feito. Quando se sentou no penico e saiu o restinho do restinho, ela comemorou. E eu também! 

Esse foi o início do desfralde!

No fim das contas, foi bem melhor do que imaginava. Confie em você e, mais ainda, confie no seu filho! Ele tem o tempo dele e é preciso ser respeitado com muito amor e carinho. 

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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Bem-vindos ao Lei da Gravidez!

É o mesmo blog, com o mesmo conteúdo e com o mesmo foco. Vamos falar da maternidade e como tem sido minha vida com a Bia.

Mas agora ele tem um nome que diz porque estou aqui. A partir de agora 'O meu mundo é todo meu', de fato, não é mais só meu. É nosso! E se chama Lei da Gravidez. 

Ele continuará contando a minha visão como mãe, as maravilhas e os perrengues que eu passo diariamente com as novidades que a Bia vem me trazendo a cada nova fase, seja ela divertida, difícil ou emocionante.

Bem-vindos! Espero que gostem!
Sintam-se a vontade para conversar sobre o assunto, porque mãe é assim, tem sempre muito o que falar sobre criação!

Agora tira essa mamadeira do seu lado, arrasta os brinquedos para um canto e se junte a mim nessa viagem gostosa que é a maternidade!

Barriga de 9 meses de gravidez - 2013 (Crédito: Oficina da Photo/Jundiaí/SP)

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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Só quero saber do que pode dar certo...

"Eu não sei ser mãe, não sei nem cuidar de mim, quanto mais de um ser tão pequeno e que é totalmente dependente pra se alimentar, se vestir, dormir, tomar banho..."

Eu refletia muito isso quando o instinto materno começou a bater na minha porta. Queria muito ser mãe, mas tinha uma imensa preocupação quanto ao como eu seria.

Engravidei, passei por uma gravidez com os altos e baixos (leia alguns dos altos aqui, aqui e aqui, e dos baixos aqui e aqui), mas na média foi um período muito gostoso. 

Quando estava próxima de conhecer a minha Beatriz, não bateu medo, nem ansiedade. Acho que mais porque não deu tempo mesmo, já que ela chegou duas semanas antes do previsto.

Mãe não nasce pronta. Antes de sermos mães, não lemos cartilhas, não somos treinadas, não surge do nada. Nem poderia! Não adiantaria de nada. Aliás, sou muito mais da experiência do que do literalismo.

Tentei ler livros e pesquisar os porquês das coisas e aquilo me deixava mais enlouquecida ainda.

Agora, ali, no momento do parto, quando aquele ser tão minúsculo sai de dentro de você (aqui faço um adendo - pra mim, quando se adota uma criança, a mulher também 'dá a luz', o amor é o mesmo), surge uma nova mulher. Uma nova mulher não, é ali que surge a mãe que você até então desconhecia.

A partir dali você já sabe pegar no colo como nunca imaginou. Trocar fraldas não parece um quebra-cabeça de duas mil peças. Dar banho é um momento prazeroso. Amamentar é revigorante, mesmo que seja deveras cansativo. 

É o momento mágico onde uma chave liga e muda todo seu mundo. Passa a ser uma leoa, capaz de proteger e cuidar daquele bebê de forma excepcional, de forma materna.

Quando minha melhor amiga, a Mari, prestes a ter a Nina, minha afilhada, comentou comigo sobre sua dúvida, se estava preparada para ser mãe, eu pensei: hoje não. Mas na hora certa, daqui a pouquinho, vai surgir em você uma outra pessoa e, esta sim, estará preparada. Me lembro que falei mais ou menos assim:

"Mari, quando a Nina nascer, com ela vai nascer uma nova Mari, que agora você talvez desconheça, mas que vai saber ser a mãe ideal para ela!" - Acho que hoje ela pode até me dizer se acertei ou não.

E não acha que isso quer dizer que logo de cara você vai entender todos os motivos de choro ou angústia! Até hoje, depois de sete meses, quando me perguntam porque Bia chora, tem horas que eu digo: 'eu não sei!'

Mas a verdade é que depois de um tempo a gente sabe o motivo da maioria daquelas lágrimas e consegue resolver aquele desespero bem rapidinho. Quando não se encontra motivos, um abraço, palavras calmas, respiração tranquila e muita paciência! Aliás, paciência será seu sobrenome.

Esses dias olhei para Bia e falei: "O que eu tenho pra te ensinar se é com você que estou aprendendo a cada dia?"

E no fim, tudo dará certo! Mãe que é mãe sabe ser mãe!

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terça-feira, 20 de maio de 2014

Ela é a palavra mais linda que um dia o poeta escreveu

Este ano de jornalista acabei virando fonte de dia das mães para duas publicações. 

Esta abaixo é do Jornal Saúde Ultrafarma, da minha queridíssima Stephanie Borchardt. Foi com ela que fiz meu TCC de jornalismo sobre o Edifício Joelma, que ficou muito legal! (Clique aqui para conferir)

A matéria ficou linda e espero que vocês gostem tanto quanto eu!

Ah! A foto da publicação foi do meu Ensaio de Gestante, feita pelo queridíssimo Davi Chaim, da Oficina da Photo, aqui de Jundiaí!





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sexta-feira, 14 de março de 2014

Vivemos esperando dias melhores...




A vida de mãe é uma caixinha de surpresas. Aliás, o bebê é uma caixinha de surpresa!

Beatriz é muito geniosa. Acho que já vi essa história antes e ela deve se repetir. Aquela frase maldita "quando você for mãe, você vai me entender" está valendo desde já, pelo menos no meu caso. 

Quando Beatriz sofreu com as cólicas, o conselho que mais ouvi foi pra oferecer a chupeta, porque ela acalmava. Fato é que Bia nunca curtiu. Desde os 10 dias de vida enfio a chupeta na goela da menina e ela cuspia, fazia cara de ânsia, chorava ainda mais alto e com mais raiva. 

Outra guerra era quanto a mamadeira. Tirava meu leite quando precisei sair, deixava bonitinho e nada dela pegar. Era só meu peito pra acalmar. E aí a dependência crescia e a minha vida ia sendo deixada de lado.

Mas pela minha filha, qualquer sacrifício vale. Larguei mão de fazer unhas, sobrancelhas, enfim, larguei mão de mim inteira pra me dedicar a ela. Não forçava a menina a nada, mas nunca desisti. 

Para mim, as coisas eram mais fáceis. Se a criança quer sucção, nada melhor que ter uma ali, a disposição, mas talvez aquele gosto de silicone - ops... quer dizer... - aquela textura de borracha das chupeta/mamadeira não era tão gostoso quanto o peito da mamãe.

Eu amo amamentar. É realmente a maior ligação com minha filha. Que atire a primeira pedra a mãe que nunca usou desta 'desculpa' pra pegar a filha no colo e ficar sozinha só pra ter um momento íntimo???? 

Cena: filha no colo de alguém, provavelmente chorando muito (ou por estranheza, ou por ranhetice) e você, mesmo tendo acabado de amamentar, solta:

- Ah, acho que ela está com fome, deixa eu ver se ela não quer mamar.

Funciona... (#ficadica)

Chega de enrolação. Deixa eu ir direto ao ponto que quero. 

Minha filha não está engordando o suficiente. Tenho leite, mas talvez um refluxo oculto esteja impedindo a pequena de ficar bolotinha. Então por isso a doutora pediatra pediu para eu entrar com o suquinho de laranja lima. (aqui não vou discutir amamentação exclusiva, engordou um pouquinho então tá bom... essas extremidades que eu leio por aí, porque eu respeito, mas também exijo respeito) A doutora prezava pela amamentação exclusiva até os seis meses, mas se ela pediu pra entrar com o suco, eu vou entrar e pronto.

Mas acontece que eu teria que usar a mamadeira. Tremei, mãe Lívia, tremei! O que fazer agora??????

Primeira tentativa, falha. Foi na colherzinha, pingo a pingo, aquela sujeira... mas o mais emocionante nesse dia foi ela ter ADORADO o suco! Bia é chatinha, toda novidade chora, se irrita, estranha... então ter gostado de um sabor diferente me fez ver uma luz no fim do túnel.

Como eu disse, a vida é uma caixinha de surpresa. Assim como eu SEMPRE ofereci a chupeta pra minha bebê - cabia a ela aceitar ou não - eu também SEMPRE oferecia a mamadeira. Mais importante que o bico, ela precisava entender que meu peito não estaria ali pra sempre, seria um tanto bizarro.

Depois de quatro dias, encostei a mamadeira na boquinha pequena e perfeitinha e... chup chup... ela entendeu e aprendeu (confesso aqui que chorei!). Dia seguinte resolvi testar com a chupeta, já que eu já tinha entregado o ato de chupar o dedão pra Deus, e... chup chup... ela pegou! 

Mas... a vida... ou melhor, o bebê, este sim é uma caixinha de surpresa! No dia seguinte não quis mamadeira, e também rejeitou a chupeta, mas depois pegou, e largou e assim tem sido.

Acho que realmente a paciência é uma virtude para poucos. E eu estou no setor: "Criado sem paciência, mas aprendendo com o bebê". 




Ontem ela estava difícil e eu briguei com ela. Nós duas dormimos a tarde e quando ela acordou, olhei nos olhos dela, pedi desculpas e um sorriso caso ela me perdoasse. Ganhei o sorriso banguela mais lindo deste mundo... e aí, todo esforço vale a pena... pensem nisso!

Minha dica é: Não force, não insista, não se desespere, mas persista. Uma hora as coisas se encaixam. Senão, é porque já estão no lugar!

E se você quer rotina, não tenha um bebê.

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Menina que manda seus beijos com graça. Me faça rir, me faça feliz

Os primeiros três meses da Beatriz eu segui as orientações da pediatra e decidi ficar em casa, esperando que ela tomasse todas as vacinas necessárias.

Ficar enclausurada não é fácil, mas confesso que o cansaço e as crises de cólica da pequena não me davam o menor ânimo de dar uma volta.

Aliás, confesso mais ainda, tinha pavor de receber visitas! Minha filha chorava muito de dor, e isso fazia com que eu ficasse desesperada das pessoas irem vê-la e sair com a pior das impressões possíveis.

Não sei se estava certa ou não, mas fato é que eu queria que todos vissem a menina linda que ela é, só que não era a impressão que eu achava que as pessoas levariam dela.

Hoje tenho uma pitoca que ainda é bastante chorona, tem uma personalidade fortíssima, é brava, mas dá cada sorriso que eu posso estar brava, triste, p da vida... mas aquele sorriso... ahhhhh.... ele me desmonta!!!! 

Nossa luta hoje é para que ela pegue a mamadeira. Não pra eu dar leite artificial, eu tenho leite e bombinha para armazená-lo, mas não consigo fazer mais nada pra mim. Estou acabada, me sentindo feia. Emagreci muito e, pra ser sincera, achei isso muito estranho. Me sinto esquisita... 

Não acredito que ela vá trocar meu peito pela mamadeira, porque não será uma coisa recorrente, mas eu precisava que ela me desse um pouco de tempo para que eu pudesse ir arrumar o cabelo, fazer depilação, unhas, cuidar de mim um pouco. Nós, mamães, também temos este direito!

Quem tiver dicas sobre como fazer a criança pegar mamadeira, me passe. 

Avisando que a chupeta não é o acessório preferido da pequena. Faz três meses que tento acalmá-la, mas ela não gosta. Eu imagino que ela não goste mesmo e pronto,não consigo ficar forçando, mas todo mundo diz que eu preciso insistir. E pra dificultar, esses dias ela descobriu que o dedo é muito mais gostoso.

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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Ela é o meu amor... eu sou o amor todinho dela!

Amanhã fará um mês que minha vida mudou completamente! Beatriz mal chegou e já me ensinou tanta coisa! Acho que muito mais que nascer um bebê, nasceu uma mãe (leiga), mas muito diferente da Lívia de antes!

Por isso resolvi fazer aqui uma lista sobre o aprendizado que venho tendo, colocando algumas situações que vivenciei neste mês mais que especial.


- O parto é emocionante, principalmente ao ouvir o chorinho dela. Chorei, sorri, senti algo inexplicável;

- Percebi que amar seu bebê não acontece de imediato! Eu a via como uma pessoa estranha, que eu não conhecia! Mas isso aconteceu aos poucos, com o passar dos dias;

- Quando você sente o amor pela cria, aí sim ele explode que não cabe em mim. E só de olhar aquela perfeição já meus olhos se enchem de lágrimas;

- Peguei birra (MUITA) de pessoas que ficam no meu pé dizendo o que fazer, o que é, como é, como fazia na sua época. Palpites e pitacos não ajudam, só irritam;

- Eu não tinha jeito nenhum com criança, mas pegar, trocar e dar banho na minha filha fez parecer que eu já tinha experiência de anos;

- A ajuda e parceria do pai é fundamental, mas como tudo é novidade, não é difícil que algumas crises ou desentendimentos aconteçam. Só que é importante lembrar que tudo é pela nossa filha, aí as coisas se acertam;

- A gente muda os planos para facilitar a vida. Depois da alta médica, ficamos cuidando da Beatriz sozinhos, eu e Luís. Porém, assim que o marido voltou pro trabalho, fiz uma pequena mudança pra casa dos meus pais para ter ajuda deles nas primeiras semanas. (Ok, vai fazer um mês que estou aqui e não tenho noção de quando voltar, mas hoje estou muito mais segura pra voltar do que quando vim);

- Ter minha mãe por perto me fez muito bem! A paciência dela me deu segurança, além da força que ela tem nos dado, pegando a Beatriz principalmente quando já não temos mais braço pra niná-la, inclusive de madrugada;

- A paciência vem com o tempo, e as vezes vai com ele também. O choro da Beatriz as vezes me faz chorar junto - ver aquele biquinho fazendo beicinho é de cortar o coração. Mas realmente vamos aprendendo aos poucos a entender o que significa cada "buaaa" e quando não sabemos o que é, damos o peito. Dar de mamar é uma grande válvula de escape;

- Chorar muito por qualquer motivo e sem saber como explicar é normal no pós-parto. Tive medo de depressão, pois tinha dias que eu chorava muito por qualquer coisas. Mas descobri que existe mesmo o tal "blues puerperal" e que as pessoas provavelmente não vão entender que a tristeza não é pelo bebê, é apenas uma confusão dentro da gente;

- É cansativo e já deu vontade de 'largar mão' numa madrugada em que nada acalmava a pequena, mas durou um segundo e logo me senti culpada pelo pensamento ruim;

- Ser atingida por um bombardeio de cocô no meio de uma troca de fralda pode ser muito engraçado, ainda mais quando o papai está perto para presenciar a cena;

- Pedir pra ela fazer xixi ou cocô em você enquanto carrega para o banho para que não faça na banheira é normal e muitas vezes ela faz mesmo. E eu não ligo;

- Comemorar um pum, um peido, um cocô ou um arroto se torna a coisa mais normal do mundo! Ninguém quer um bebê chorando de cólica;

- Com menos de um mês já compramos mais de cinco remédios para ela, a maioria para cólica;

- Eu achava que a chupeta era uma coisa muito fácil de se pegar. Descobri que bebês não gostam! Como é difícil fazê-la acostumar;

- Pedir pra que o primeiro mês passe logo e, quando ele chega, já pedir pro próximo passar logo também foi normal, mas ficar com medo do tempo passar rápido demais é angustiante;

- Penso muito no dia que eu terei uma noite inteira de sono, porque o que mais me cansa em todo o processo é acordar a noite toda, de duas em duas horas pra dar mamar e esperar arrotar;

- Dormir de barriga pra baixo é muito bom e eu tava com saudades;

- Dormir sempre que a bebê dorme não é tão simples, uma vez que você tem suas coisas pra fazer, além de arrumar todas as coisas da cria;

- Inventar músicas e histórias pra acalmar a pequena se torna muito mais fácil;

- As vezes olho pra Beatriz e penso se ela sabe que sou a mãe dela. Tem horas que acho que ela não tem essa noção, outras ela só acalma quando está no meu colo;

- Não consigo mais cantar a música Você, do Tim Maia, que eu cantei durante toda a gestação, sem ficar com um nó na garganta tamanha a emoção;

- Tudo, mas tudo mesmo, é motivo de pesquisar no Google. O que pode ser um perigo por um lado, me tira muitas dúvidas também;

- Na gestação eu tinha noção do carinho das pessoas por mim e pela minha filha. Mas após seu nascimento eu fiquei ainda mais emocionada com o dimensão de tudo isso! Em nome da minha família, muito obrigada a todos!

Por enquanto é isso! Espero que não me achem doida com este post!!!

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Me ensina a não andar com os pés no chão...

E meu jardim ficou muito mais colorido...

Depois de mais de um mês sem aparecer por aqui, volto para relatar a minha história de parto. Nasceu a Beatriz!

No final de outubro saí de férias. Pudera, com o barrigão de nove meses já estava pesado demais ir diariamente para São Paulo, pegar ônibus, metrô e já sem posição para sentar.

Descansei bastante e não tinha muita força pra fazer todas as coisas da maternidade que estavam pendentes.

No dia 11 de novembro acordo pela manhã, faço meu xixi matinal, tomo um café da manhã devorando o meu único desejo gestacional, um chocotone, e volto pra cama pra mais uma soneca. Eis que me deparo com um pijama molhado! "Ué, mas eu já fiz xixi!!!!"

Segundos depois a tremedeira. "Será que é a bolsa???" Corro pro banheiro e nada de água. "Acho que não é nada!". De qualquer maneira, achei por bem deixar alguém avisado. Aí que começou meu desespero. Não queria deixar o Luís, que estava em Campinas, nervoso, por isso resolvi deixar meus pais cientes do que me acontecera. E nada deles atenderem. Poxa, meu pai NUNCA fica sem o celular... 

Ligo, ligo, sem sucesso. Aí o que eu estava 'tranquila' se tornou um pesadelo. "E se for alguma coisa?????" Ligo novamente no celular da minha mãe e a minha cunhada atende. Poxa, eu sei que minha mãe não usa celular nas horas que mais preciso, mas justo agora!?!?! Resolvi desabafar com ela mesmo.

- Anna, estou chorando e um pouco nervosa, mas tá tudo bem. É que saiu uma água e eu to meu sem saber o que fazer. Eu acho que foi o tampão.

- Vou chamar seu irmão e ele te leva no hospital. É melhor tirar a dúvida.

Ela tinha razão, mas não queria alarde sem necessidade. Resolvi não ir ao PS até um minuto depois de ligar pro Luís e ser OBRIGADA a ligar pra minha médica, que orientou ir ao hospital apenas para certificar de que estava tudo bem.

Era o tampão e a dilatação já começara em 1 cm.

...

Foi uma semana de repouso e muita correria! As lembrancinhas da maternidade não estavam prontas e as nossas malas menos ainda! (Aliás, motivos de muitas angústias no dia 11). Corremos pra deixar tudo certinho pro grande dia.

Eu conversava muito com a Beatriz, pra ela aguentar mais umas duas semanas. Mas realmente, coração de mãe não se engana. Eu sabia que ela já estava cansada daquele aperto todo.

...

Na quarta a noite recebo um e-mail da minha G.O. pedindo pra eu fazer uma ultrassonografia de urgência na quinta. Confesso que apavorei.

Aquela angústia toda só sumiu no dia seguinte, depois do exame que provou que estava tudo bem com minha princesa.

...

No final de semana, dia 16, comecei a sentir uma dor muito forte no quadril direito, que me levou novamente ao PS. Tava tudo igual, a não ser que o colo do útero estava afinando. Com os comentários das médicas que me atenderam, sabia que logo eu voltaria ali para parir. Minha sorte foi o Buscopan que me aliviou as dores.

...

No domingo fiquei de cama... com dores no quadril e cansada.

...

Já na segunda estava bem. Cansada, pesada, mas me sentindo melhor. Fui pra casa dos meus pais e a noite o Luís passaria para me pegar. Até que...

Até que no fim do dia começo a ter umas dores 'esquisitas'. Ia no banheiro, mas não era dor de barriga. Não sei porque cargas d'água resolvi contar o tempo entre uma dor e outra. Não pensava que pudessem ser contrações, juro!

Vinte minutos! Eram mais de 19hrs e o Luís me liga pra descer e irmos pra casa, mas com dores de vinte em vinte minutos eu não ia ter condições. "Luís, sobe!" E ele liga pra minha médica, uma vez que as dores já me faziam apertar o sofá da sala devido a força com que estavam aparecendo.

- Vai pro hospital, já vou ligar lá pra te atenderem, assim que terminar me liga que eu vou pra lá!

- Dá tempo de tomar um banho? - sim, esta foi uma grande preocupação minha!

- Faz tudo com calma... pegue os  resultados dos exames e levem as malas!

Mas quando cheguei em casa, as dores eram mais intensas e o tempo menor.

E eu gemia, mas ainda suportava aquilo. 

Já na saída do prédio, uma dúvida: "Lu, pegou a máquina?" - ele não tinha pego!

Eu ainda não me dava conta de que era aquela a hora, por que eu tava tão certa que era aquela hora? Eu que não sabia como saberia que a hora era a certa!!!! Ainda assim, rezei um Pai Nosso e uma Ave Maria. Sabia que Eles estavam comigo!

No hospital as forças começaram a diminuir, depois de um bom tempo, enfermeiras começaram a me monitorar!

- Vamos contar suas contrações. Quando começar me avisa. Agora? OK... Uma contração a cada 2m30, duração de 30s. É, você está em trabalho de parto! Quando o médico (que estava atendendo uma emergência) voltar, te examina.

Demorou dias pra mim, nos meus contorcionismos de dor. Ele apareceu, fez o toque: 3cm! As palavras seguintes foram: internação, quarto, chamar sua médica, ligar pro centro de coleta de célula tronco.

No quarto, peço pra minha mãe ligar a TV, era dia de desmascarar o Félix e, quem sabe assim, eu me distraía... Já tinha passado das 22hrs, já acabou a novela! Poxa! O tempo tá voando muito ou eu que perdi a noção dele???

A partir daí, foi muita dor. Muita dor mesmo!!!! Gritos, gemidos, choros, ais e uis pra todo lado. Pessoas me mandando ficar calma e eu querendo berrar o mais alto possível. Meu medo não era a dor, meu medo era aquela dor durar por inúmeras horas. 

Veio a ocitocina. Neguei. Quanto tempo vou ficar aqui??? 

- Doutora, tira ela, pode abrir!!!! 

- Lívia, conversamos tanto sobre o parto normal e tudo indica que você pode ser assim. 

- Cade o Luís? Vou discutir com ele.

Ele me deixou a vontade pra decidir! 

E foi a médica que me mostrou que eu tinha capacidade de parir normalmente. Se ela confiava em mim, eu também podia fazer o mesmo.

Então manda ocitocina: 6cm. Estoura a bolsa. Sinto fazer um puta xixi na cama, mas tinha uma bacia embaixo. Não doeu. As contrações sim. Mas eu era capaz. Só queria muito que chegassem logo os 8cm pra tomar anestesia.

Hora de ir pro centro cirúrgico. Cade a anestesia? Dói, mas tá dilatando! Quase 9cm!! Aleluia, tomei anestesia! Não sinto nada! Agora podemos fazer qualquer coisa! Agora dou conta.

- Faz força!

- Cade o Luís?

Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr... força, força....

- Descansa... outra contração, faz força!

- Cadê o Luís???

- Chama o Luís!!

Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr... força, força...

Depois de muitos "faz força" e "chama o Luís", ele chegou e eu fiz mais e mais força... por longos minutos... e depois de 40 vejo preocupação nos rostos. E eu lá, firme, esperando minha menina chegar. Eu sabia que ia dar tudo certo! 

O aparelho de escutar o coração do bebê já não estava nos dando o retorno esperado. O tum tum forte da Beatriz quase não era audível... As contrações começaram a diminuir...

- Vamos ter que operar.

- Doutora, o que for preciso pro bem da minha filha. Ela é prioridade. Eu não tenho medo de nada!

Minha calma somada a do Luís eram de fazer inveja. Só entristeci por não poder ver a cirurgia.

Depois disso, tudo passou muito rápido. Colocaram o Luís sentado e ele disse que queria ver. "Levanta, olha!! Aproveita que você consegue!"

E foi depois de tudo isso, e muito esforço, que ouço aquele chorinho. O momento mais esperado de toda a gestação. 

Já era dia 19/11, 0h53, com seus 2,775kg e seus pequeninos 46,5cm, meu mundo mudou, minha vida floriu, meu coração disparou e já não era mais meu. O amor transbordou...

Foi assim que pari. De cesárea, com apenas 37 semanas, sem me despedir da barriga, sem sentir a bolsa estourar, sem saber como ia acontecer e, no final, como disse o Luís, dando a luz praticamente das duas formas. Foi tudo muito rápido! As horas passaram voando e foi tudo tão surreal que não conseguimos avisar ninguém!

Mas de tudo valeu. Faria tudo de novo. E vêm noites sem dormir, cólicas, dores, cansaços, mas é o amor da minha vida, o motivo da minha existência. Aquela máxima de "como eu vivi antes de Beatriz???" É verdade... não consigo lembrar da minha vida sem minha filha.


"Sim, me leva para sempre Beatriz

Me ensina a não andar com os pés no chão,

Para sempre é sempre por um triz

Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz"
(Beatriz, Milton Nascimento)


Ah! Faltou um detalhe importantíssimo no final da cirurgia! Depois de muito tempo dando os pontos nas sete camadas da cesárea, ouço uma 'conversa' entre médicos e enfermeira. A contagem das gazes não batiam! Minha médica firmou mil vezes que não tinha ficado nada em mim! Eu pensava: "caracas, não to acreditando que vão me abrir de novo!!!!!!!!!" Meu braço estava dolorido e eu queria sair logo dali pra pegar minha cria!!! Contaram uma, duas, várias vezes e não batia!!! Aí descobriram que a moça que coletou o cordão umbilical usou uma e jogou no lixo, com o sangue e tudo! Por isso ninguém achava! Só digo uma coisa: "UFA!!!!!!!!"

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terça-feira, 18 de junho de 2013

Por ser amor, invade e fim...



Não sei se isso acontece - ou aconteceu - com todas as mães, mas esta semana me peguei pensando, confesso que meio desesperada, e tive o seguinte diálogo (ok, foi mais ou menos assim) com meu marido:

- Lu, quero ver nosso bebê... tô com saudades dele...

- (risos) Pega as fotos, tem o DVD!

- Não! Eu quero ver ele agora, já deve tá diferente, quero saber como ele está neste momento... to com saudades... E outra, tem alguém aqui dentro, e eu nem conheço!!!! Quero saber como vou chamá-lo, quero saber quem é!

- (risos) Calma, a gente logo vai fazer outro exame...

- Acho que nenhum homem vai entender o que é a gravidez. Que loucura saber que tem alguém aqui dentro de mim! Tem braços, pernas, está batendo um outro coração... 

- Claro que eu entendo! As vezes eu tento imaginar como deve ser ter um ser vivo dentro da gente...

- Não, Luís, homem não vai entender! É muito bizarro. Não dá pra imaginar! Se eu, que tenho um ser humano aqui dentro de mim, não consigo fazer ideia disso tudo, imagine um homem...

Mesmo com esse diálogo todo eu confesso que estou muito impressionada positivamente com o carinho do meu marido. Imaginava uma reação dele completamente diferente, mais tímida, contida. Mas ele está sempre conversando com minha barriga e passando a mão. 

Vou ser obrigada a dividir com vocês pelo menos dois papos que ele teve com o bebê, porque foram fofos demais!

- Bebê, vamos parar de fazer a mamãe enjoar? Ela precisa ficar bem pra cuidar de você!
(depois disso eu passei uma semana sem mal estar!)

- Bebê, arruma a casinha, penteia o cabelo, fica bem bonito porque amanhã eu e a mamãe vamos te ver!!
(um dia antes da nossa primeira ultrassom juntos)

Eu acho muito lindo, talvez porque eu converse com meu bebê quando estou sozinha, mas o Luís não tem como estar sozinho! Então participar disso é muito especial.

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Mas o caminho só existe quando você passa...


Cessem o Dramin B6! Os enjoos sumiram! 

Com ele foram-se vômitos, mal estares, mas ficou a falta de apetite. Para ser sincera, a fome até aparece de vez em quando, mas é naquele esquema de comer de três em três horas, porque fico satisfeita com muito pouco. 

Bom, não sabia muito bem o que postar aqui esta semana, mas tive uma excelente ideia! Tenho recebido muitos vídeos sobre a maternidade, bebês, enfim... Resolvi fazer uma seleção e dividir aqui com vocês!

Huggies Embarazados - Perú 

Este vídeo é emocionante e dá a oportunidade do papai ter o gostinho de sentir seu filho dentro da barriga da mãe. Eu chorei!


Método Oompa Loompa

Divertida forma de fazer seu bebê dormir!



Banho relaxante

Como fazer seu bebê dormir durante o banho. Dá uma invejinha!



Espero que gostem! Quando tiver novos vídeos bacanas como estes eu posto aqui!

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