terça-feira, 20 de maio de 2014

Ela é a palavra mais linda que um dia o poeta escreveu

Este ano de jornalista acabei virando fonte de dia das mães para duas publicações. 

Esta abaixo é do Jornal Saúde Ultrafarma, da minha queridíssima Stephanie Borchardt. Foi com ela que fiz meu TCC de jornalismo sobre o Edifício Joelma, que ficou muito legal! (Clique aqui para conferir)

A matéria ficou linda e espero que vocês gostem tanto quanto eu!

Ah! A foto da publicação foi do meu Ensaio de Gestante, feita pelo queridíssimo Davi Chaim, da Oficina da Photo, aqui de Jundiaí!





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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Sem rodeio solto os freios canto o amor por ti




Ano passado eu comemorei o dia das mães. Sim, claro!!! Já tinha um serzinho vivendo no meu ventre e instalado no meu coração, mesmo eu ainda não sabendo quem era.


Só que apesar da felicidade, estava na fase dos enjoos. Me lembro que naquele dia fui parar no PS, tomei plasil na veia e, por fim, dormi a tarde toda.

Além disso, este ano será muito mais especial!!! Beatriz está aqui, no meu colo, e é uma menina linda que me traz muita coisa boa.

Ser mãe me ensinou muito:

- posso não ter ideia de como cuidar de mim mesma, mas descobri que sou muito capaz de cuidar de um filho;

- os pitacos vão surgir a toda hora, independente da idade do seu filho, mas aprendi a filtrar, selecionar e aceitar quando necessário (ok, ainda estou aprendendo);

- o sorriso dela me bambeia as pernas e me tira o mau humor, mesmo quando são 4 horas da manhã e você não consegue fazê-la dormir;

- sei criar rotina, horários, selecionar qual fruta do dia e estou começando a aprender a fazer papinhas salgadas, e isso é um marco na minha vida;

- só o fato dela fazer barulhos com a boca, virar de bruços, desvirar, comer toda papinha ou beber o suco, e a cada novidade, mesmo que pareça pequena ou besta, é motivo de comemorar, bater palma e mostrar alegrias;

- nunca diga que seu bebê não vai ouvir Galinha Pintadinha!!! Na hora do 'não sei mais o que fazer' você vai ligar a TV; 

- os muitos nãos da Bia não me fazem desistir: caretas na hora de inserir um novo alimento as vezes dá um pânico, mas saber que é normal é um alívio;

- a paciência surge como uma entidade, mas tem horas que também vai embora e dá vontade de jogar tudo pro alto - o lance é respirar fundo e recomeçar;

- faria o possível e o impossível para passar suas dores e tristezas pra mim;

- falei que nunca mimaria tanto um filho e cuspi pro alto - e olha que minha filha não tem seis meses ainda;

- me fez entender que seus pais serão mesmo recheados de doçuras e carinhos com os netos, que tudo o que você não podia fazer, seus filhos poderão, e que serão babões desde sempre;

- tenho a sorte de nascer na família que nasci, pois o apoio deles em todo esse tempo foi essencial;

- temos mesmo que agradecer nossas mães por tudo o que elas fizeram por nós. Quando somos mães conseguimos compreender o quanto é difícil essa 'profissão;

- aliás, falei muita coisa que não faria por um filho e caí do cavalo (pra não usar o mesmo termo que o tópico anterior);

- me fez rever vários - se não todos - os conceitos que tinha antes dela nascer;

- tomar decisões é, antes de tudo, pensar se vai ser bom pra ela - incrível o poder que um ser tão novo tem sobre nossos rumos;

- o amor é capaz de crescer dentro da gente e explodir;

- e descobri que meu coração bate fora do peito porque tem alguém que me faz viver fora de mim!

Feliz dia das mães para todas as mamães de primeira, segunda e todas as viagens!!! Mamães de coração, madrastas, avós... todas aquelas que têm amor de mãe e sabe da importância de ter um alguém para você cuidar, acarinhar e por quem 

Ao mesmo tempo que será um domingo especial pra mim, também será o primeiro domingo de saudades.

Nossos almoços de Dia das Mães era ao lado da matriarca, minha vó Ide, que era um grande motivo de comemorações. Hoje ela deixa saudades, mas deixa uma neta que quer muito continuar se espelhando nela para ser a mãe e a avó que foi, amada e muito querida por todos.

Quatro gerações registrado com muito amor!

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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Levo este sorriso porque já chorei demais...

Este ano não tem sido muito tranquilo pra mim. Começou o ano com o falecimento de uma tia minha, muito nova ainda. Depois minha mãe teve uma infecção séria no intestino que abalou muito todos nós. Quando sua recuperação estava chegando aos 100%, mais uma bomba... 

Minha avó tinha o coração fraquinho. Mas estava sempre muito forte. Aliás, força era um adjetivo muito coerente a ela. Mas aquela sexta foi diferente. Ela nos deixou e, com isso, muita saudade e um aperto no peito. Foi de repente, aquela presença diária no meu dia a dia agora está só no meu pensamento e no meu coração. 

Por isso achei muito digno colocar aqui o que escrevi pra Beatriz naquele fim de semana triste, para que isso se registre não só no meu facebook, mas também no mundo virtual, porque essa velhinha me faz muita falta!


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Carta para Beatriz: 
(escrito em 07/04/2014)

Filha, este fim de semana foi difícil, triste. Aliás, este ano não tem sido muito fácil pra mamãe. Mas seu sorriso me ameniza qualquer dor.

Sabe essa troca de olhar? Você não vai se lembrar dela. Mas acredite, tinha muito amor aí! Ela não pôde te ver crescer, mas queria participar muito da sua vida. 

Quando fui te apresentar pra ela, a emoção não cabia na gente. Choramos contidas, eu e ela, num aperto de mãos muito especial.

Ela sempre chegava na casa do vovô e da vovó querendo te ver. As vezes sinto que faltou muita coisa pra falar, pra fazer. Mas fiz muito por ela, sendo recíproca a cada segundo por tanto amor que ela tinha por mim. 

Nunca vou me esquecer desta última sexta. Você no meu colo e as últimas palavras dela pra mim: 'NUNCA FIQUE SOZINHA, é um conselho que te dou'. Talvez ela quis dizer 'é o último conselho que te dou', porque ela me deu muitos. 

Ela disse que eu era muito forte. Mal sabe ela que parte dessa força só podia ser hereditária. 

Filha, sei que o amor que tenho por essa sua bisavó ficará marcado por toda eternidade. Ela sempre dizia que amava os filhos mais que os netos, simplesmente porque eram seus filhos e isso hoje me faz muito sentido. Só que o carinho que ela tinha por cada um de nós e, depois, por você e os outros bisnetos dela, me fez perceber que ela amava muito mais do que podia imaginar. Era muito amor. Nós éramos uma grande alegria pra ela.

Você não vai se lembrar dela. Mas vou fazer questão de sempre falar dessa senhorinha, pra que você saiba da importância que essa mulher teve nas nossas vidas e na vida de todos que a cercavam. Ela era querida e isso nós nunca tivemos dúvidas. 

Este fim de semana de dias lindos, o céu fez festa. Ele recebeu uma velhinha muito especial, que foi pra perto de Deus como queria, sem dor, sem sofrimento, como deveria ser sempre.

Bia, esta é sua bisa, vó Eurides. 

Vá em paz, minha vó. Te amo pra sempre.


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Uma coisa que tiro de lição é: nunca se acostume com a pessoa que está sempre do seu lado... aprenda sempre a importância dela e como você pode transformar isso em amor dia a dia...

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quinta-feira, 20 de março de 2014

Por você eu faço tudo...

Primeiramente quero agradecer ao site Bebê.com.br pela publicação da minha história no Confessionário! Que as mães que se identificaram com meu post possam ter aqui no blog um apoio, um suporte. Saibam que não estão sozinhas!

Como vocês já sabem, tive muitos problemas com relação a cólicas da minha filha. O lance é que a doideira toda cessou quando cortei a lactose (leite de vaca e todos os derivados), encontrando alternativas para meu vício em leite e esperando 15 dias para ver se a coisa tinha funcionado.

Beatriz tinha só dois meses e, pelos cálculos naturais da coisa, a dor chata que ela sentia terminaria apenas no mês seguinte.
Só que não...

Com o fim da lactose, Beatriz não chorou mais de cólicas. Aquele transtorno que não tinha hora pra começar e nem pra acalmar parou e só ficaram os resmungos de sono, fome, enfim... os considerados 'normais'.


Este leite foi minha salvação!

Minha filha, apesar de tão petitica ainda, é muito geniosa. Ela é brava, nervosa, chora, fica com raiva e toda vermelha. As vezes perde o ar. Ela é difícil. 

Vou contar. Na maternidade ela chorou muito. No primeiro mês de vida, o banho era uma crise de choro sem fim. No segundo mês ela ainda chorava na hora de enrolar na toalha. Por no bebê conforto pra passear as vezes é um martírio. Essa menina chora tanto que as pessoas devem pensar que eu to cortando um dedinho dela fora. Mas é o jeito dela... até acostumar com a vida, ela sofre. Parece alguém que me conheço... (não precisava puxar isso de mim, né filha???)

Para que estou contando todo este tormento? Bom, para que você que chegou até aqui não se sinta sozinha, caso isso aconteça na sua casa. O importante é o que eu digo SEMPRE: passa! É só deixar o bichinho se adaptar ao que é novidade.


Outra coisa que me ajudou IMENSAMENTE foram as homeopatias. Além de dormir melhor, ela deu uma acalmada importante pra nós. Ela ainda é nervosinha, mas aí é da personalidade dela, não dá pra tirar, só que dá para amenizar. Foi o que fizemos.

Primeiro tomamos Cina CH30, que funcionou por poucos dias. Depois o Camomila CH30, que acabou ajudando melhor. Se tiver que tentar novas fórmulas, vou fazer! Mas deixando MUITO CLARO que tudo com orientação médica. É importante uma avaliação do homeopata para que ele detecte no seu filho qual o melhor remédio.

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sexta-feira, 14 de março de 2014

Vivemos esperando dias melhores...




A vida de mãe é uma caixinha de surpresas. Aliás, o bebê é uma caixinha de surpresa!

Beatriz é muito geniosa. Acho que já vi essa história antes e ela deve se repetir. Aquela frase maldita "quando você for mãe, você vai me entender" está valendo desde já, pelo menos no meu caso. 

Quando Beatriz sofreu com as cólicas, o conselho que mais ouvi foi pra oferecer a chupeta, porque ela acalmava. Fato é que Bia nunca curtiu. Desde os 10 dias de vida enfio a chupeta na goela da menina e ela cuspia, fazia cara de ânsia, chorava ainda mais alto e com mais raiva. 

Outra guerra era quanto a mamadeira. Tirava meu leite quando precisei sair, deixava bonitinho e nada dela pegar. Era só meu peito pra acalmar. E aí a dependência crescia e a minha vida ia sendo deixada de lado.

Mas pela minha filha, qualquer sacrifício vale. Larguei mão de fazer unhas, sobrancelhas, enfim, larguei mão de mim inteira pra me dedicar a ela. Não forçava a menina a nada, mas nunca desisti. 

Para mim, as coisas eram mais fáceis. Se a criança quer sucção, nada melhor que ter uma ali, a disposição, mas talvez aquele gosto de silicone - ops... quer dizer... - aquela textura de borracha das chupeta/mamadeira não era tão gostoso quanto o peito da mamãe.

Eu amo amamentar. É realmente a maior ligação com minha filha. Que atire a primeira pedra a mãe que nunca usou desta 'desculpa' pra pegar a filha no colo e ficar sozinha só pra ter um momento íntimo???? 

Cena: filha no colo de alguém, provavelmente chorando muito (ou por estranheza, ou por ranhetice) e você, mesmo tendo acabado de amamentar, solta:

- Ah, acho que ela está com fome, deixa eu ver se ela não quer mamar.

Funciona... (#ficadica)

Chega de enrolação. Deixa eu ir direto ao ponto que quero. 

Minha filha não está engordando o suficiente. Tenho leite, mas talvez um refluxo oculto esteja impedindo a pequena de ficar bolotinha. Então por isso a doutora pediatra pediu para eu entrar com o suquinho de laranja lima. (aqui não vou discutir amamentação exclusiva, engordou um pouquinho então tá bom... essas extremidades que eu leio por aí, porque eu respeito, mas também exijo respeito) A doutora prezava pela amamentação exclusiva até os seis meses, mas se ela pediu pra entrar com o suco, eu vou entrar e pronto.

Mas acontece que eu teria que usar a mamadeira. Tremei, mãe Lívia, tremei! O que fazer agora??????

Primeira tentativa, falha. Foi na colherzinha, pingo a pingo, aquela sujeira... mas o mais emocionante nesse dia foi ela ter ADORADO o suco! Bia é chatinha, toda novidade chora, se irrita, estranha... então ter gostado de um sabor diferente me fez ver uma luz no fim do túnel.

Como eu disse, a vida é uma caixinha de surpresa. Assim como eu SEMPRE ofereci a chupeta pra minha bebê - cabia a ela aceitar ou não - eu também SEMPRE oferecia a mamadeira. Mais importante que o bico, ela precisava entender que meu peito não estaria ali pra sempre, seria um tanto bizarro.

Depois de quatro dias, encostei a mamadeira na boquinha pequena e perfeitinha e... chup chup... ela entendeu e aprendeu (confesso aqui que chorei!). Dia seguinte resolvi testar com a chupeta, já que eu já tinha entregado o ato de chupar o dedão pra Deus, e... chup chup... ela pegou! 

Mas... a vida... ou melhor, o bebê, este sim é uma caixinha de surpresa! No dia seguinte não quis mamadeira, e também rejeitou a chupeta, mas depois pegou, e largou e assim tem sido.

Acho que realmente a paciência é uma virtude para poucos. E eu estou no setor: "Criado sem paciência, mas aprendendo com o bebê". 




Ontem ela estava difícil e eu briguei com ela. Nós duas dormimos a tarde e quando ela acordou, olhei nos olhos dela, pedi desculpas e um sorriso caso ela me perdoasse. Ganhei o sorriso banguela mais lindo deste mundo... e aí, todo esforço vale a pena... pensem nisso!

Minha dica é: Não force, não insista, não se desespere, mas persista. Uma hora as coisas se encaixam. Senão, é porque já estão no lugar!

E se você quer rotina, não tenha um bebê.

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