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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Eu te chamei a atenção, não foi à toa, não


Andei pensando nos meus direitos enquanto gestante. Fiquei lembrando no quanto eu me atentava quanto aos atendimentos preferenciais antes da gravidez. 

Eu percebi que sou uma pessoa consciente, sabendo dar prioridade aos idosos, pessoas com deficiência e grávidas. Mas quando estamos do outro lado da situação, reparamos o quanto são questões ainda difíceis de serem tratadas no Brasil.

A partir do momento que a gravidez é constatada, a gestante tem direito ao atendimento preferencial. A maioria dos locais respeita isso, o problema é que o cidadão não. 


"As pessoas portadoras de deficiência física, os idosos com idade 
igual ou superior a sessenta e cinco anos, as gestantes
as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo 
terão atendimento prioritário, nos termos desta Lei."

As pessoas acham que para ter direitos, a mulher precisa estar com a barriga de nove meses. Não, minha gente!!! Nos primeiros três meses a mãe tem enjoos, pressão baixa, tontura. Ela precisa ser prioridade.

Nos quarto e quinto meses a barriga ainda não é tão visível, mas a pressão ainda pode oscilar, as costas já dá um alerta vermelho de dor, e, pra piorar, ficamos um pouco "fora do eixo". Além disso, dormir a noite é, as vezes, uma luta, resultando no cansaço durante todo o dia.

Nos meses seguintes, além da barriga já parecer perceptível na maioria dos casos, tem o peso, a canseira, o sono, o inchaço e outra série de coisas que dificultam a vida da grávida.

Gravidez não é doença, graças a Deus!!!!! Mas que traz várias questões que complicam um pouco mais a rotina da mulher, isso é fato. Por isso é importante saber que se faz muito necessário respeitar a preferência.

Eu ainda não tive tantos problemas com relação a isso. Já vi muita cara feia por sentar no preferencial, ou por pegar uma fila diferenciada, mas não ligo. Estou no meu direito e, se não vejo outra pessoa mais necessitada que eu, faço uso dele mesmo!!!

Confesso que já fiquei em pé no metrô por falta de respeito dos usuários, já peguei fila maior por falta de atendimento prioritário, mas sempre que posso faço questão de usufruir disso. Não tenho coragem de pedir que alguém se levante para que eu possa sentar - ainda! -, mas fico impressionada com a folga (porque isso não é falta de conhecimento!) do cidadão deste País!

Entenda, nunca tive problemas com estabelecimentos, meios de transportes etc. O problema são AS PESSOAS! Aquelas que ainda vão precisar, de uma maneira ou de outra, deste tipo de atendimento.

Li relatos mais impressionantes enquanto escrevia este post. Fui procurar a Lei que nos protege. Quis saber o quanto isso acontece e, infelizmente, não é pouco. A educação no Brasil precisa mesmo de um UP, porque a coisa tá feia... feia não, triste!!!

Links interessantes:

http://www.brasil.gov.br/sobre/saude/maternidade/gestacao/conheca-alguns-direitos-da-mulher-gravida

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10048.htm

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI1575-10577,00.html

http://www.maesaobra.com.br/2011/05/12/gravidas-tem-direito-a-servicos-preferenciais/

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