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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Criança no dentista


A primeira consulta da Bia na dentista foi em janeiro deste ano e, naquele dia, infelizmente não pude acompanhá-la. Ela foi com meus pais e eu fiquei com o coração na mão, querendo ser uma mosquinha para ir lá e descobrir tudo o que estava acontecendo!

Como me explicaram depois, é apenas uma visita para a criança já ir se familiarizando com o ambiente, com as pessoas. Se tem muito adulto que tem um certo pavor do consultório, imagine uma criança que desconhece tudo? Então tem uma toda uma adaptação e um processo que quem é dentista de criança já está acostumado a lidar.

Para minha sorte, minha dentista é minha tia. E é ela quem tem acompanhado a Bia. É uma figura mais conhecida, o que pode facilitar. Mas não achem que é muito porque não é! 


Lá em abril eu perguntei pra essa minha tia qual o tempo ideal para levar minha filha às consultas. Ela me orientou a levá-la novamente assim que nascesse todos os 20 dentinhos desta primeira fase.  

Engraçado que logo fui contar e lá estavam apontando os 19º e 20º dentes! Que rápido! Mal tinha 2 anos e meio e já estava com todos os dentes de leite na boca. Então me programei para que nas férias de julho pudéssemos levar e, desta vez, eu iria junto!

Confesso que eu estava um pouco tensa, mas pensei: "a Bia conhece a dentista, a Bia já esteve neste ambiente, a Bia vai se sair bem!"

Só que não!

Ela estranhou muito! Minha tia segue todo procedimento e, por isso, estava com touca, máscara e toda de branco. A assistente dela idem. Bia não entendeu nada daquilo. Não queria se desgrudar de mim de jeito algum! Pensei muito sobre o que eu poderia fazer para ajudar e o que eu poderia fazer que atrapalhasse. Me sentei com ela na cadeira do paciente e fui falando com calma palavras de conforto. Pedi orientações para a dentista e fiquei na minha, apenas seguindo o que poderia ser feito.

O importante aqui é deixar o profissional fazer. Ele está apto pra a conversa, o convencimento. Não adianta a gente agarrar a criança e ter medo da reação dela. Quando for a sua vez de levar a criança em qualquer consulta, confie em quem vai fazê-lo porque não é a primeira vez dele e sim do seu filho. 

Deixe que ele crie uma intimidade para que a criança possa sentir segurança ali. O que você pode fazer é segurar sua mão, mostrar que você está por perto e nada de mal vai acontecer. Foi o que eu fiz. Deixei a dentista ir fazendo o papel dela... muitas vezes ela fez o procedimento simples em mim para que a Bia tivesse uma referência do que ia acontecer. Isso também é importante, eles precisam saber o que vai acontecer porque o novo é assustador.

Mais uma vez foi uma rápida consulta, um passo a mais da adaptação. Daqui seis meses voltamos e sei que muita coisa terá de ser repetida, mas a higiene bucal é de extrema importância e, por isso, paciência e confiança são essenciais.

No fim ela ganhou uma tatuagem de super paciente e um adesivo que colamos no espelho do banheiro para ela sempre identificar o que é e quando ganhou. E está sendo até mais fácil escovar os dentes dela depois disso! #ficaadica
 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

And that's why I smile it's been a while...

O primeiro dentinho da Beatriz começou a apontar no dia em que ela completou sete meses. Me lembro bem desse dia, não estava afim de comer, chorosa, só queria colo. Também é a única lembrança que tenho dela incomodada com os dentes. 

Minha pequena não foi de ficar chatinha quando vieram os outros dentinhos e só percebíamos que estavam chegando quando ela abria bem a boca e víamos uns pontinhos branquinhos ou quando passava uma gaze para limpar a boquinha e sentia a serrinha.

Porém na semana do Natal de 2014, já com um ano e um mês, minha filha se mexia e chorava muito no berço, mesmo ainda dormindo. Coloquei-a na minha cama e tentei fazê-la relaxar. Lá pelas tantas da madrugada, passo minha mão nela e percebo que ela está tão quente que me assusto. Meu marido acorda e logo faz esse mesmo comentário. 

Pedi pra ele fechar as janelas, desligar o ventilador e ir dormir no outro cômodo (senão ele ia morrer de calor) e ficamos lá, Bia e eu, ela dormindo tranquila e ardendo e eu, mesmo depois de ter dado um remédio, tentando monitorar os mais de 38,5º naquele corpinho tão pequeno.

De dia, a espoleta, mesmo ainda que quente de febre, brincava e fazia sua arte diária... um contato com a pediatra me fez mudar o remédio e continuar observando.

Eram os molares que estavam começando a aparecer. Depois de dois dias saiu do estado febril e, até o momento, dentes estão surgindo e nenhum outro sintoma mais grave foi observado.

Outra coisa que observei, além da infinita baba, é a diarreia. Nada disso é comprovadamente sinal da dentição, mas eu acredito que deve ter alguma relação pois sempre que Bia apresenta um ou outro sinal (mesmo que desses 'fraquinhos', olho a boquinha e tá aparecendo dentinho.

Minha dica é: conversem sempre com o pediatra, limpem sempre a boquinha do bebê, observem alguma alteração. Essa é uma preocupação com a vida, pois dente é questão de saúde e nossos pequenos não sabem expressar os incômodos de outra forma.


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