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segunda-feira, 3 de julho de 2017
Conversa com Especialista: Língua estrangeira para crianças
Falar uma segunda língua tem se tornado essencial para o crescimento profissional. Mas o estímulo e o aprendizado podem ser incentivados desde cedo.
Para esclarecer algumas dúvidas sobre o momento ideal de iniciar esse estudo e como o incentivo dos pais é importante, conversamos hoje com a diretora da English Hub, Ligia Lederman, que é especialista em Linguística Aplicada ao ensino de língua estrangeira.
1. Com quantos anos pode (ou deve) começar os estudos de uma nova língua?
Quanto mais cedo uma criança for exposta a uma língua estrangeira mais facilidade terá para aprendê-la. O importante é a qualidade e a quantidade da exposição à língua estrangeira. Aqui no English Hub começamos aos 3 anos.
2. Por que é importante a iniciação ainda enquanto crianças?
As crianças encontram-se num período de grande plasticidade cerebral. É inquestionável o fato de que aprender uma nova língua em um ambiente de interação social é um ganho valioso para elas. Há também um aumento das competências cognitivas.
Na faixa entre 6 meses e 4 anos, há uma janela cerebral nas crianças. Isso significa que estão se formando circuitos de linguagem. Os neurônios, se estimulados, podem fazer novas conexões e especializações. Apresentar um novo idioma a uma criança, nessa idade, torna a tarefa do aprendizado mais fácil.
3. Os estímulos são diferentes dependendo da idade da criança? Como funciona?
O foco no ensino de língua estrangeira para crianças dessa faixa etária deve ser no ouvir e falar e por isso as crianças são estimuladas através de atividades lúdicas, música e bastante interação entre professor – alunos, alunos – alunos e alunos – material didático (que deve ser muito ilustrado e interessante). Os estímulos também podem vir de recursos tecnológicos adequados à faixa etária.
4. Tem alguma língua que a criança aprende com maior facilidade? Por quê?
Não. A criança é capaz de aprender qualquer língua.
5. Os pais costumam matricular os filhos com qual idade?
O número de pais que procuram uma escola de línguas para crianças a partir de 3 anos está aumentando. A procura maior é a partir dos 9 anos.
6. Quando a criança é matriculada ainda bem pequena, acaba sendo
incentivada a continuar os estudos durante seu crescimento?
Sim, a criança pequena é sempre estimulada e motivada a gostar de aprender a nova língua através de atividades lúdicas, música e tecnologia. O aprendizado de uma nova língua ajuda a criança a desenvolver uma atitude positiva diante do saber. Temos alunos com 15 anos que começaram aos 4. Eles se mostram bastante motivados a continuar aprendendo. Aos 15 anos, estão fluentes e continuam motivados a estudar.
7. O que os pais devem levar em conta ao matricular as crianças numa escola de línguas?
Principalmente os professores, coordenadores pedagógicos e número de alunos por turma, além do espaço apropriado. A abordagem utilizada, os recursos pedagógicos adotados pela escola tais como materiais, jogos, recursos tecnológicos também são muito importantes.
8. Qual o diferencial do English Hub?
Somos um centro de aprendizagem e cultura que prepara os nossos alunos do século XXI para a sociedade globalizada. Somos um time apaixonado pelo que fazemos e para nós cada aluno importa.
Transformamos a aprendizagem de língua em experiência.
9. Quais cursos o English Hub oferece e quais estão preparados para receber crianças?
Somos parceiros da National Geographic Learning. A partir dos 3 anos oferecemos o curso Welcome to our world. Dos 6 aos 8 anos utilizamos o
Explore our world. Dos 9 aos 12 anos, utilizamos o Time Zones. A partir dos 13 anos o curso oferecido é Life. Temos também cursos de espanhol e programas de intercâmbio a partir dos 14 anos. Preparamos também os alunos para testes de proficiência em inglês e espanhol.
10. Quanto tempo dura um curso para o aprendizado completo da língua?
Não podemos falar de aprendizado completo de uma língua. Aqui em nossa escola as crianças falam a língua desde o primeiro dia de aula. A fluência pode ser adquirida entre 4 e 6 anos.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
Conversa com Especialista: Autismo
Entender o autismo e detectá-lo é um processo importante para a família se adaptar a essa nova realidade. A partir do diagnóstico concluído, é preciso definir uma linha para o tratamento, para que a criança possa ser acompanhada desde cedo e seguir uma vida dentro do normal, sendo compreendida e respeitada.
Para conversar um pouco sobre o tema, convidamos a psicóloga Especialista e Mestranda em saúde da criança e do adolescente, Maísa Novaes Portella Checchia, da ABAcadabra, que respondeu algumas questões.
1. Quais os sinais para detectar o autismo em uma criança? O que os pais podem observar e quando se preocupar em procurar um especialista?
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é transtorno do neurodesenvolvimento infantil caracterizado por dificuldades na interação social, comunicação, comportamentos repetitivos e interesses restritos, podendo apresentar também sensibilidades sensoriais.
• Se caracteriza por um quadro clínico em que prevalecem prejuízos:
• interação social;
• nos comportamentos não verbais (como contato visual, postura e expressão facial);
• na comunicação (verbal e não verbal), podendo existir atraso ou mesmo ausência de linguagem;
• Comportamentos estereotipados;
• Pode haver também ecolalia e uso de linguagem estereotipada.
A partir dos 2 anos, os sinais ficam mais evidentes, quando já é possível fechar um diagnóstico ou suspeitar de algo com mais veemência, dessa forma, alguns médicos já indicam o inicio da intervenção o quanto antes.
2. Você segue uma linha para o tratamento do autismo, a ABA. O que é e quais os objetivos desse tipo de tratamento?
Terapia ABA, do termo inglês Applied Behavior Analysis (tradução Análise do Comportamento Aplicada) é advinda dá área da Psicologia Comportamental de Skinner (1904-1990). Envolve o ensino intensivo e individualizado das habilidades necessárias para que o indivíduo possa adquirir independência e a melhor qualidade de vida possível: comportamentos sociais, comportamentos acadêmicos, além de atividades da vida diária, como higiene pessoal. A redução de comportamentos como agressões, estereotipias e fugas também fazem parte do tratamento comportamental, já que tais comportamentos interferem no desenvolvimento e integração do indivíduo.
Assim, os principais objetivos da ABA são:
• ampliação de repertório (ou seja, instalar novos comportamentos principalmente nas áreas de linguagem, vida diária, brincar, socialização e interação com o outro);
• minimização de repertórios disfuncionais (reduzir comportamentos como estereotipia, padrões de rotina e repetição);
• inclusão social e generalização (programar para que o indivíduo generalize o que aprendeu para os ambientes sociais: comunidade em que vive, escola e demais contextos).
3. Vocês trabalham exclusivamente com crianças? Qual a idade do mais jovem e do mais velho atendido no ABAcadabra?
O trabalho desenvolvido no ABAcadabra não é exclusivamente para crianças. Atendemos adolescentes e adultos também, apesar desse público ser menos predominante.
O mais jovem atendido na clinica iniciou o tratamento com 1 ano e 8 meses e o mais velho já avaliado tem 33 anos. Atualmente encontra-se em intervenção um adolescente com 13 anos e 11 meses.
4. Como funciona quando chega uma criança encaminhada para vocês?
As crianças são encaminhadas a nossa clínica por profissionais de áreas correlatas: Fonoaudiólogos, Terapeutas Ocupacionais e Psiquiatras, por exemplo.
Os pais são acolhidos em uma entrevista inicial em que trazem algumas informações da criança e apresentamos nosso trabalho.
A partir dai inicia-se a avaliação comportamental composta pelas seguintes etapas:
• Preenchimento da Anamnese;
• Observação Domiciliar;
• Observação Escolar;
• Reunião Pedagógica;
• Aplicação de instrumento para rastreio de habilidades;
5. O atendimento é apenas em Campinas? As psicólogas vão até a casa dos atendidos ou é feito apenas no consultório?
Atualmente o ABAcadabra atua em Campinas e região. O atendimento é realizado sempre na casa da criança, respeitando o ambiente natural dela. É primordial manter as sessões em domicilio pois é o local em que a criança emite os comportamentos mais variados e que são as queixas dos pais. As terapeutas podem assim, orientar no momento da ocorrência do mesmo, como intervir de modo adequado à essas situações.
6. Quem quiser conhecer mais sobre essa intervenção, onde procurar?
As pessoas que quiserem conhecer mais sobre essa intervenção, podem entrar no nosso site www.grupoabacadabra.com.br ou pelo e-mail contato@grupoabacadabra.com.br;
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