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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Como trabalhar fora e ser mãe?



Não é fácil, mas a gente precisa dar um jeito. Precisa por diversos motivos, o principal dele é para ajudar no orçamento de casa. Acredito que muitas mães, se pudessem escolher, prefeririam ficar muito mais tempo com seus pequenos. 

Comigo não é diferente! Mas se me perguntam se eu largaria o emprego pra cuidar da Bia full time, respondo de imediato: não. Não só pela grana, que também é muito necessária, mas também por prazer ao meu ofício. E vou ser bem sincera: não teria condições psicológicas para ficar o dia todo com a Bia. 

Acho que hoje, nosso tempo juntas é muito mais proveitoso do que no tempo da licença-maternidade, por exemplo. E nas férias também, como temos um tempo limitado, fazemos muitos planos para que nossos dias sejam cheios de passeios e novidades. 

Para concluir, quando coloquei a Bia na escolinha (ela tinha um ano apenas), percebi o quanto ela ficou sociável e se desenvolveu. Lógico que sinto muita saudade e um pequeno sentimento de culpa, e o pensamento que sempre ronda é que (óbvio) ela estaria melhor com a mãe do que na escolinha com um monte de 'estranhos'. Mas tudo isso logo passa quando eu ouço ela dizer que adora a escolinha, ou as tias, e que ela tem os amiguinhos. Eu tenho a certeza de que tomei a atitude certa. De continuar trabalhando e ter a possibilidade de deixá-la num local em que eu confio, com pessoas que eu sei que gostam dela. 

Eu hoje não tenho opção de não trabalhar. Ao mesmo tempo, acho louvável quem não trabalha fora e pode ficar cuidando dos filhos. Sei que é difícil e exaustivo e por isso dou muitos créditos a quem segue este caminho.

Sei que cada mãe é uma e tem que ter suas opiniões respeitadas. Sei também o quanto é difícil isso, mas é preciso! De qualquer forma, esta é a minha opinião sobre o assunto. Adoro o que eu faço, adoro meu trabalho. 

terça-feira, 17 de junho de 2014

O mundo dá voltas...

Minha licença-maternidade chegou ao fim um pouco antes do previsto. Voltar para São Paulo estava me atormentando a cabeça. Antes que eu pudesse me decidir sobre o que fazer da vida pós-sete meses, me apareceu uma oportunidade legal, com pessoas bacanas e que me deram a opção de não precisar pensar em mais nada.

Quer dizer, pensar eu sempre vou, só que desta vez minhas dúvidas seriam outras. Talvez decisões ainda mais difíceis a serem tomadas.

E agora? O que fazer com a Beatriz?

Confesso que fiquei bem mal sem saber que rumo tomar. Tive várias opções, mas quando é com a nossa cria, parece que nada tá bom! 

A primeira decisão: ficar com meus pais ou por no berçário?

Difícil, porque Bia é muito boazinha, aprendeu a comer papinha, toma suquinho, come frutinha. Até agora ela não rejeitou nenhum alimento. (Claro que todo início é difícil e minha filha só aceitou papinha salgada depois de muita persistência). Mas quando esta menina quer causar, ela consegue. Seu choro ardido (seja sono, fome, fralda suja) leva um tempo para cessar e requer paciência, porque ela se joga, tira a chupeta, faz um drama... 

Meus pais me ajudaram nesta questão: "você vai deixá-la conosco". Ufa, pelo menos até completar um ano (e passar esse inverno) me tranquiliza saber que ela estará com pessoas de altíssima confiança.

A segunda decisão: colocar uma babá na casa dos meus pais ou deixá-la por conta apenas deles?

Difícil contratar alguém pra cuidar dos nossos filhos. Confiar em uma pessoa e julgá-la capaz de tratar seu bebê como você faz é impossível, simplesmente porque ninguém é igual a mãe. 

Mas é preciso saber decidir, escolher, optar e, principalmente, deixar que seu filho conviva com outras pessoas, conheça outros mundos e também desgrude um pouco de você. Não é fácil, especialmente pra mãe, mas é necessário, principalmente pros dois.

Estamos em fase de testes, vendo como Bia se comporta, como fica apenas com meus pais, se eles dão conta, afinal, tudo fica em função da neta, o que acaba tirando toda liberdade deles.

Pretendo colocá-la numa escolinha sim e sei que vai ser uma outra etapa bem difícil, de muitas dúvidas, choros e preocupações. Mas acredito que a vida inteira agora será assim. E ainda assim tudo terá valido a pena!!!

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