Mais uma vez agradeço o carinho do pessoal do Portal Bebê.com.br comigo! Publicaram mais um texto meu no Confessionário, e é um dos que eu mais gosto: O medo da maternidade!
Em outubro meu marido e eu demos início a uma nova saga neste novo mundo: a busca pela escola ideal.
A escolha da escola não é fácil. Ali começa o futuro do seu bebê. Ali ele vai desenvolver coisas que pessoas capacitadas farão melhor do que você como mãe. E se pudéssemos, ficaríamos lambendo a cria, protegendo contra tudo e contra todos. Só que não podemos! Não podemos e muito menos devemos. O clichê de que o filho foi feito para o mundo e não para você é real e temos que aceitar isso. Pronto!
A gente ouve MUITA coisa, indicações, restrições, absurdos e tanta bobeira que nos deixam perdidinhos. É tanta falação, mas tanta falação que atordoa e dá medo, muita insegurança.
Mas para tudo!!!!!!!!!!
Uma coisa a gente tem que aceitar: mãe é tudo igual, #sqn! Ou melhor, nem sempre! Eu percebi que o que era muito importante pra algumas mulheres não eram necessariamente o que outras mais valorizavam quando a questão era a educação dos filhos.
O que eu fiz? Selecionei algumas escolinhas indicadas - sim, porque é muito mais fácil quando alguém da sua confiança te passa segurança - fiz uma lista do que era importante para mim e, após cada visita, fui assinalando os pontos positivos e os negativos.
Na minha lista, minhas prioridades eram:
- Ver o tratamento das professoras com as crianças do local;
- Ter a percepção do tratamento das coordenadoras com relação a nós, pais. Ela tem que te passar a maior segurança e conforto;
- Se os ambientes eram gostosos, tinham opções de brinquedos, se eram educativos, se haviam aulas de música, dança, se teriam contato com ambiente externo;
- Prestar atenção na limpeza, no cuidado dos alimentos, da higiene;
- Se a escola contava só com o berçário e depois teria que passar novamente por todo esse processo.
Estas foram algumas coisas que eu listei que eram importantes, repito, pra mim. Cada um deve listar a sua prioridade e selecionar as escolas para avaliar tudo.
O que eu não levei tão em conta:
- Se o espaço externo tinha área verde. Esta é uma atividade que eu posso exercer com minha filha no clube, nos parques, na casa dos avós;
- Se tinha bebê ou criança chorando, porque eles choram mesmo. Sei que minha filha vai chorar também, o importante é saber se está tudo bem e se o choro não é por nada grave;
- Se a escola tem um ensino X, Y ou Z preparatório para isso ou aquilo. Enquanto ela pode, quero que minha filha seja estimulada a aprender, brincando, se divertindo, sem forçar a barra com o módulo tal que vai dar base pra ela estudar assim ou assado.
Leve em consideração as suas prioridades e os seus sentimentos, pesquise, tire um tempo para isso. Converse com outras mães, mas tenha em mente o que você acha melhor para seu filho.
Em duas escolas eu tive que levar a Bia para visitar junto e confesso que foi ótimo para ver o tratamento com ela! Isso também foi um dos motivos e o diferencial na minha escolha. As professoras pegaram, levaram pra brincar, colocaram com outras crianças, fizeram dela uma aluna, a envolveram e, com isso, me envolveram também.

Mas o mais importante foi ter saído com a sensação de 'aqui eu deixo minha filha'. É a segurança que você consegue depositar no local, nas pessoas. Eu, juntamente com meu marido, fizemos nossa escolha e em janeiro daremos início a essa nova fase que eu tenho certeza que será, além de importante, muito bom para nossa pequena.
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Fiquei tanto tempo sem escrever que acabaram passando inúmeros assuntos que seriam bacanas dividir com vocês.
Hoje resolvi desabafar sobre meu vício pós-maternidade: a babá eletrônica!
Antes da Bia nascer, um amigo do meu marido emprestou o equipamento que ele comprou com nos Estados Unidos. UFA! Porque não teríamos condições de comprar uma bacana aqui no Brasil e ir pra fora estava fora de cogitação.
Enfim... Era um aparelho muito bom, todo cheio das nove horas, eu conseguia controlar o monitoramento da minha filha apenas com o controle do monitor.
E era ótimo para ver se Beatriz estava se mexendo muito, se estava dormindo, acordada, de ponta cabeça, respirando (sim! dava pra ver perfeitamente). E tudo isso sem precisar entrar no quarto com minha delicadeza de elefante, sem fazer barulho, sem correr o risco de assustá-la!
Eis que um dia, um imprevisto surge e somos avisados que teremos que devolver a babá eletrônica. Tinha acabado de perder minha avó, estava naquele clima triste, deprê, ainda teria que devolver uma das coisas que mais me deixava segura dentro de casa? Sim, eu avisei no início do post, é viciante!
Bom, devolvi (fazer o quê?) e fiquei uma, duas, três semanas levantando para ver se estava tudo bem no berço da pequena. Claro que só levantava quando ela chorava, acontece que bem nessa época ela aprendeu a virar de bruços. Então toda madrugada ela acordava chorando porque não conseguia desvirar. Depois que a criança aprende a virar, demora de um mês e meio a dois para ela aprender a desvirar. Fiquei justamente esse período sem a babá, com um bebê chorando loucamente e quase infartando de susto.
A saber: sempre que Beatriz chora, primeiro eu vejo no aparelhinho se está tudo bem. Então sem ele, tudo aparentava ser muito mais urgente do que realmente era!
Chegou um dia em que eu comecei a ter crise de choro e pedi pro meu marido uma babá eletrônica para ser minha, só minha! E me tornei uma mãe muito mais calma, tranquila e feliz depois que ela foi instalada no berço da pequena. Mesmo porque, depois de virar vem o desvirar, o sentar, o levantar. Com isso eu consigo saber o que vou encontrar naquele berço.
A MINHA babá eletrônica não é das mais bambambam, mas era a que cabia no nosso bolso naquele momento e não nos deixa na mão.
E já me peguei pensando: 'Quando vou ter coragem de empacotar este aparelho e me desapegar desta segurança?'
Não sei, mas também não será um motivo de pânico (espero!). Como tudo ultimamente tem sido natural, deixo que assim continue sendo. Tanto para mim, quanto para ela. Por enquanto, com todas as nossas noites agitadas - que ainda existem e não são poucas - eu vou me manter nessa bolha que me acalma e me permite dormir mais tranquila.
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Fiquei afastada por uns meses. Correrias, falta de atenção, mas muito assunto borbulhando durante todo este tempo. De coração, espero que não precise mais ficar meses sem um post!
Mas é que, vocês sabem, este ano foi uma mistura de paixão e dor. Dor das perdas, das crises, de doenças que nos cercaram em 2014. Paixão por ver aquele pinguinho de gente que passou nove meses crescendo dentro de mim se transformando de bebê em uma menininha linda e esperta!
Eu descobri que não sou mais a mesma desde 19 de novembro de 2013.
É que ela chegou assim, na hora que ELA quis, do jeito que ELA quis, só me fazendo aceitar cada passo seu.
Eu já sabia que teria uma filha de personalidade forte, mas não imaginava o que você seria capaz de fazer comigo!
Aliás, foi tudo culpa sua!!!
Culpada por me fazer enlouquecer!
Culpada por mudar completamente meu mundo!
Culpada por me tirar um sorriso às 5h da manhã!
Culpada por todas as minhas noites mal dormidas!
Culpada por me fazer chorar muito mais do que antes!
Culpada por me fazer uma mulher melhor!
Culpada por me fazer perder a memória, a concentração, a CABEÇA!
Culpada por me fazer falar sim para todos os nãos e também culpada por me fazer falar não para os antigos sim!
Culpada por me fazer de boba da corte só pra arrancar um sorriso banguela!
Culpada por me obrigar a decorar todas as músicas infantis, criar coreografia e ainda ficar cantando durante o meu banho, porque já não me lembro de nenhuma música do 'meu' repertório!
Culpada por me proporcionar ver dois avós babões dispensando seus tempos para se dedicar a você!
Culpada por me tirar da ordem, tirar nossa casa da ordem, tirar a casa dos seus avós da ordem, e tudo isso se tornar deliciosamente divertido!
Culpada por me fazer sentir um amor que transborda e eu quase sempre penso que meu coração vai explodir, tão intenso é este sentimento!
Culpada por me fazer a mãe mais feliz deste universo!!!
Um ano e foi tempo suficiente para uma avalanche me tomar por inteira, destruindo conceitos e preconceitos, derrubando planejamentos, deixando pra trás uma vida... ué, eu tinha vida antes?
Não! Pelo menos não me lembro do que eu era antes de ser mãe.
Se não fosse por você, não teria a oportunidade de ser uma pessoa melhor e tentar enxergar o mundo com outros olhos.
Confesso que muitas vezes tenho pavor e as notícias ruins ficam mil vezes pior quando penso "poderia ser com minha filha". A dor aumenta e a indignação também... tem horas que penso "eu mataria e morreria por ela".
Mas minha vida contigo é tão maravilhosa! Cansativa, mas não troco por nada no mundo! Porque você, em um ano, só me prova como é bom ser mãe, como é bom ser SUA mãe.
E foi por sua culpa - viu como você é sempre a culpada? - que eu descobri porque vim para este mundo: foi pra te conhecer, te criar e te fazer a pessoa mais feliz. E eu espero, com a ajuda de Deus e com fé Nele, conseguir retribuir toda alegria que você me dá.
Obrigada pelo ano mais fantástico da minha vida.
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A Copa do Mundo de 2014 era uma grande expectativa para nós, cidadãos brasileiros.
Para mim, que tive o prazer de ver em 1994 uma equipe unida, com garra e a dupla Bebeto e Romário. Depois a derrota na França para, em 2002, acordar de madrugada para acompanhar a conquista do Penta.
Ontem o Brasil perdeu da Alemanha com um resultado esperado, mas com um placar vergonhoso. No segundo tempo, já muito sem vontade de acompanhar, pensei nos meus onze anos e a conquista do Tetra. Meu pai me levando na 9 de Julho - aqui em Jundiaí - onde os brasileiros comemoravam, com bandeiras, gritos e muitos sorrisos no rosto.
Este ano, mesmo com a conquista do campeonato, Bia não entenderia. Aos quase oito meses ela não gosta do barulho chato das cornetas, se assusta com os fogos de artifícios. Quando comemoramos um gol ela bate palmas, mas não sabe ainda o que é um gol, nem futebol, muito menos porque estamos todos de amarelo.
Para Beatriz, essa derrota não significa nada, nem vai. Uma vitória não faria sentido nenhum também. Mas ela precisa saber que ganhar é bom, mas perder é o que faz crescer.
Seja no esporte, seja nos estudos, ou em qualquer situação da vida, o valor de um segundo, terceiro ou último lugar devem ser respeitados para que haja aprendizado, sabedoria. Ganhar é a glória de muito estudo, concentração e esforço. Se não foi tão bem como se esperava, é preciso fazer mais, sem bitolar, sem ficar neurótico.
Quero ensinar a Bia que competir é importante, ganhar é maravilhoso, mas aprender a perder é uma responsabilidade! Espero que os pais de hoje ensinem isso para os seus filhos. Que isso não valha apenas para um mundial de futebol, mas para tudo.
E que aprendamos com os países que vieram nos visitar a termos educação, respeito e amor ao nosso Brasil, que o que nos faz ser mais ou menos brasileiros não é o esporte! Se você nasceu aqui e fala tão mal, olha pro seu umbigo e veja onde você pode melhorar.
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"Eu não sei ser mãe, não sei nem cuidar de mim, quanto mais de um ser tão pequeno e que é totalmente dependente pra se alimentar, se vestir, dormir, tomar banho..."
Eu refletia muito isso quando o instinto materno começou a bater na minha porta. Queria muito ser mãe, mas tinha uma imensa preocupação quanto ao como eu seria.
Engravidei, passei por uma gravidez com os altos e baixos (leia alguns dos altos aqui, aqui e aqui, e dos baixos aqui e aqui), mas na média foi um período muito gostoso.
Quando estava próxima de conhecer a minha Beatriz, não bateu medo, nem ansiedade. Acho que mais porque não deu tempo mesmo, já que ela chegou duas semanas antes do previsto.
Mãe não nasce pronta. Antes de sermos mães, não lemos cartilhas, não somos treinadas, não surge do nada. Nem poderia! Não adiantaria de nada. Aliás, sou muito mais da experiência do que do literalismo.
Tentei ler livros e pesquisar os porquês das coisas e aquilo me deixava mais enlouquecida ainda.
Agora, ali, no momento do parto, quando aquele ser tão minúsculo sai de dentro de você (aqui faço um adendo - pra mim, quando se adota uma criança, a mulher também 'dá a luz', o amor é o mesmo), surge uma nova mulher. Uma nova mulher não, é ali que surge a mãe que você até então desconhecia.
A partir dali você já sabe pegar no colo como nunca imaginou. Trocar fraldas não parece um quebra-cabeça de duas mil peças. Dar banho é um momento prazeroso. Amamentar é revigorante, mesmo que seja deveras cansativo.
É o momento mágico onde uma chave liga e muda todo seu mundo. Passa a ser uma leoa, capaz de proteger e cuidar daquele bebê de forma excepcional, de forma materna.
Quando minha melhor amiga, a Mari, prestes a ter a Nina, minha afilhada, comentou comigo sobre sua dúvida, se estava preparada para ser mãe, eu pensei: hoje não. Mas na hora certa, daqui a pouquinho, vai surgir em você uma outra pessoa e, esta sim, estará preparada. Me lembro que falei mais ou menos assim:
"Mari, quando a Nina nascer, com ela vai nascer uma nova Mari, que agora você talvez desconheça, mas que vai saber ser a mãe ideal para ela!" - Acho que hoje ela pode até me dizer se acertei ou não.
E não acha que isso quer dizer que logo de cara você vai entender todos os motivos de choro ou angústia! Até hoje, depois de sete meses, quando me perguntam porque Bia chora, tem horas que eu digo: 'eu não sei!'
Mas a verdade é que depois de um tempo a gente sabe o motivo da maioria daquelas lágrimas e consegue resolver aquele desespero bem rapidinho. Quando não se encontra motivos, um abraço, palavras calmas, respiração tranquila e muita paciência! Aliás, paciência será seu sobrenome.
Esses dias olhei para Bia e falei: "O que eu tenho pra te ensinar se é com você que estou aprendendo a cada dia?"
E no fim, tudo dará certo! Mãe que é mãe sabe ser mãe!
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