Os primeiros três meses da Beatriz eu segui as orientações da pediatra e decidi ficar em casa, esperando que ela tomasse todas as vacinas necessárias.
Ficar enclausurada não é fácil, mas confesso que o cansaço e as crises de cólica da pequena não me davam o menor ânimo de dar uma volta.
Aliás, confesso mais ainda, tinha pavor de receber visitas! Minha filha chorava muito de dor, e isso fazia com que eu ficasse desesperada das pessoas irem vê-la e sair com a pior das impressões possíveis.
Não sei se estava certa ou não, mas fato é que eu queria que todos vissem a menina linda que ela é, só que não era a impressão que eu achava que as pessoas levariam dela.
Hoje tenho uma pitoca que ainda é bastante chorona, tem uma personalidade fortíssima, é brava, mas dá cada sorriso que eu posso estar brava, triste, p da vida... mas aquele sorriso... ahhhhh.... ele me desmonta!!!!
Nossa luta hoje é para que ela pegue a mamadeira. Não pra eu dar leite artificial, eu tenho leite e bombinha para armazená-lo, mas não consigo fazer mais nada pra mim. Estou acabada, me sentindo feia. Emagreci muito e, pra ser sincera, achei isso muito estranho. Me sinto esquisita...
Não acredito que ela vá trocar meu peito pela mamadeira, porque não será uma coisa recorrente, mas eu precisava que ela me desse um pouco de tempo para que eu pudesse ir arrumar o cabelo, fazer depilação, unhas, cuidar de mim um pouco. Nós, mamães, também temos este direito!
Quem tiver dicas sobre como fazer a criança pegar mamadeira, me passe.
Avisando que a chupeta não é o acessório preferido da pequena. Faz três meses que tento acalmá-la, mas ela não gosta. Eu imagino que ela não goste mesmo e pronto,não consigo ficar forçando, mas todo mundo diz que eu preciso insistir. E pra dificultar, esses dias ela descobriu que o dedo é muito mais gostoso.
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Make this dream the best I've ever known
Finalmente, quase três meses depois, voltamos para nosso lar!
Passei a primeira fase crítica da vida da Beatriz hospedada na casa dos meus pais. Conforto, amor, ajuda... tinha tudo o que precisava, mas não era o quarto que planejei com tanto amor, não era o meu apê com as minhas coisinhas...
Mas foi de extrema importância ter passado essas semanas por lá, como expliquei no post anterior.
Apesar de contar com todo apoio dos meus pais, eu procurava fazer tudo sozinha. Trocar, dar banho, acalmar. O que eu pudesse fazer pra me virar, estava disposta. Mas era ótimo ter alguém pra segurá-la quando eu precisava ir ao banheiro, comer alguma coisa ou até mesmo pra tomar uma água.
Agora que estamos em casa, tenho mais confiança ainda em realizar as tarefas que preciso. Além disso, antes tinha a empregada da minha mãe (ou até mesmo a minha mãe) que lavava as roupinhas, passava. Hoje eu tenho que fazer tudo isso, mas não acho complicado não.
O quartinho
Eu nunca falei aqui sobre o quartinho que escolhi pra Beatriz. Nunca tinha pensado num tema, mas sim na cor. Se fosse menino seria verde. Já para a menina queria muito o vermelho.
Muitos se assustaram, outros me perguntavam sobre o que seria o quarto. Nunca conseguia responder. Só falava que seria vermelho. Mas que eu tinha bom gosto e ninguém precisaria se preocupar.
Conforme fomos encontrando papel de parede, adesivo, kit berço, kit higiene, acabei montando, sem querer, o tema: floral.
Tudo foi se encaixando, ficando delicado, moderno e diferente. Não queria nada muito igual a tudo o que existia. Queria algo meu. Aliás, meu não. Da Beatriz. É tudo dela e pra ela.
Cada ideia doida que eu tinha o Luís, mesmo com o pé atrás, comprava e me dava crédito. Ficou tudo tão lindo que se tivesse que mudar de profissão, seria decoradora de quarto de bebês! Hahaha... brincadeira!
Confira as fotos e me digam o que acharam!
O kit berço compramos da Pinguinho de Gente, pedi para fazer com a espuma reta pois muita gente me orientou que, depois de um tempo, aqueles kits fofinhos ficam meio perigosos. No fim eu achei que ficou lindo e combinou com o estilo do quarto.
Os móveis - berço, cômoda e cadeira de balanço - são da Somniare, uma empresa que não tem muitas opções, mas as que têm são lindas, entregam no prazo, valeu a pena!
Aproveitamos o porta maternidade e colocamos na porta do quarto dela. Ficou lindo.
O porta maternidade, o kit higiene, a prateleira em cima da cômoda e os nichos compramos tudo em Pedreira. Vale bastante a pena!
Os vasos dos nichos é de uma loja de multi-coisas.
Este armário é embutido e pintamos de branco. Os puxadores são da Leroy Merlin.
O papel de parede compramos na internet, pelo site Decore com Papel.
A ideia inicial do Luís era colocar uma moldurinha no teto, mas que desse pra fazer uma iluminação diferente, como se fosse uma sanca. Eu dei a ideia de pintar de vermelho e até que ficou bem legal!!!
O adesivo de árvore compramos pela internet, na Stillo Adesivos. O Luís acabou colocando na parede só no carnaval, mas valeu a pena porque ficou lindo!
Ainda faltam uns detalhes como o tapete, assim que estiverem prontos eu coloco aqui!
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Passei a primeira fase crítica da vida da Beatriz hospedada na casa dos meus pais. Conforto, amor, ajuda... tinha tudo o que precisava, mas não era o quarto que planejei com tanto amor, não era o meu apê com as minhas coisinhas...
Mas foi de extrema importância ter passado essas semanas por lá, como expliquei no post anterior.
Apesar de contar com todo apoio dos meus pais, eu procurava fazer tudo sozinha. Trocar, dar banho, acalmar. O que eu pudesse fazer pra me virar, estava disposta. Mas era ótimo ter alguém pra segurá-la quando eu precisava ir ao banheiro, comer alguma coisa ou até mesmo pra tomar uma água.
Agora que estamos em casa, tenho mais confiança ainda em realizar as tarefas que preciso. Além disso, antes tinha a empregada da minha mãe (ou até mesmo a minha mãe) que lavava as roupinhas, passava. Hoje eu tenho que fazer tudo isso, mas não acho complicado não.
O quartinho
Eu nunca falei aqui sobre o quartinho que escolhi pra Beatriz. Nunca tinha pensado num tema, mas sim na cor. Se fosse menino seria verde. Já para a menina queria muito o vermelho.
Muitos se assustaram, outros me perguntavam sobre o que seria o quarto. Nunca conseguia responder. Só falava que seria vermelho. Mas que eu tinha bom gosto e ninguém precisaria se preocupar.
Conforme fomos encontrando papel de parede, adesivo, kit berço, kit higiene, acabei montando, sem querer, o tema: floral.
Tudo foi se encaixando, ficando delicado, moderno e diferente. Não queria nada muito igual a tudo o que existia. Queria algo meu. Aliás, meu não. Da Beatriz. É tudo dela e pra ela.
Cada ideia doida que eu tinha o Luís, mesmo com o pé atrás, comprava e me dava crédito. Ficou tudo tão lindo que se tivesse que mudar de profissão, seria decoradora de quarto de bebês! Hahaha... brincadeira!
Confira as fotos e me digam o que acharam!
O kit berço compramos da Pinguinho de Gente, pedi para fazer com a espuma reta pois muita gente me orientou que, depois de um tempo, aqueles kits fofinhos ficam meio perigosos. No fim eu achei que ficou lindo e combinou com o estilo do quarto.
Os móveis - berço, cômoda e cadeira de balanço - são da Somniare, uma empresa que não tem muitas opções, mas as que têm são lindas, entregam no prazo, valeu a pena!
Aproveitamos o porta maternidade e colocamos na porta do quarto dela. Ficou lindo.
O porta maternidade, o kit higiene, a prateleira em cima da cômoda e os nichos compramos tudo em Pedreira. Vale bastante a pena!
Os vasos dos nichos é de uma loja de multi-coisas.
Este armário é embutido e pintamos de branco. Os puxadores são da Leroy Merlin.
O papel de parede compramos na internet, pelo site Decore com Papel.
A ideia inicial do Luís era colocar uma moldurinha no teto, mas que desse pra fazer uma iluminação diferente, como se fosse uma sanca. Eu dei a ideia de pintar de vermelho e até que ficou bem legal!!!
O adesivo de árvore compramos pela internet, na Stillo Adesivos. O Luís acabou colocando na parede só no carnaval, mas valeu a pena porque ficou lindo!
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
If every word I said could make you laugh I'd talk forever
Já se passaram dois meses e meio da maior virada da minha vida. E por ser tão grande, acarretou em inúmeras mudanças.
Minha filha sofreu de cólica desde seu primeiro dia de vida. Na maternidade, sua segunda madrugada foi em claros, aos berros. Eu e o Luís, pais de primeira viagem, e completamente inexperientes, não sabíamos o que fazer com aquele choro todo e, pelo visto, nem as enfermeiras, uma vez que chamaram a pediatra de plantão para avaliar aquela coisinha pequena que se sentia tão mal.
O diagnóstico: "Ela tem cólicas. O sistema digestivo dela ainda está amadurecendo e isso pode durar três meses... alguns bebês pra mais, outros menos..."
Tão pequena, tão indefesa e já com tanto sofrimento. Isso destrói o coração de qualquer mãe - e pai - sem sombra de dúvidas!
O quarto-semestre de gestação
O que eu não sabia - antes engravidar - é que a ''gestação" dura quatro trimestres. O último período - ou extero-gestação - é fora da barriga da mãe, onde o bebê ainda está terminando de se formar e se acostumando a ficar fora do 'conforto' do ventre materno. Por isso ele pede muito colo, carinho, atenção e paciência.
E confesso que foi com a Beatriz que aprendi o que é paciência. Não foi fácil aguentar o choro da minha menina, com tantas dores. Foram remédios (todos com prescrição médica!!!), colos, muitas tentativas de acalmar. Certo é que chegou um momento em que chegava a noite e eu dava o tal Colic Calm, um remédio gringo, que deixava a pequena melhor pra poder dormir.
Só que as dores não tinham horários certos e duravam muito tempo. Eu que era toda contra dar remédios pra um ser tão minúsculo acabei mudando o conceito e larguei mão! Remédio sim! Pra que deixá-la sofrer tanto???
Depois resolvi entrar com homeopatia, o que deu uma boa melhorada. Por fim, acabei com a lactose da minha dieta. Foi o melhor dos mundos!!!!! Graças a Deus a minha pequena não tem APLV (Alergia à Proteína do Leite de Vaca), mas ela tem uma certa intolerância que dificultava a digestão e, por isso, tantas dores e contorcionismos.
Mudanças
Mudei meus hábitos, mudei de endereço. Desde que o Luís voltou a trabalhar (após cinco dias de licença), vim morar com meus pais, para que pudesse ter um suporte na hora dos cuidados com a pequena. Foi minha salvação! O que era pra durar uns dias acabou se tornando quase três meses!
Fui um pouco criticada, mas só quem conheceu as crises de cólicas da minha filha pode saber o quanto foi necessária esta mudança temporária. E o principal foi ter o apoio da família e do meu marido, que me deu um suporte que talvez nenhum outro desse.
Crise
Logo no início do ano, após um mês e meio de vida da pequena Beatriz, me lembro bem, era segunda-feira. Ela chorava o dia todo. Eu chorava com ela. Estava exausta, mesmo com ajuda dos meus pais.
A noite, após sua 'soneca' de três horas, acorda, mama e dorme? Não... acorda, mama e chora... chora muito, desesperadamente. Viro de um lado, de outro, levanto, deito, dou remédio, canto... nada. Nada acalmava, nada adiantava e minhas forças estavam indo pro ralo.
"Que mãe sou eu??????? Sou tão ruim assim??? Não sirvo pra isso??? Queria tanto ser mãe e olha o que eu to fazendo!!! Ela tá sofrendo e eu não consigo fazer mais nada!!!!"
Desespero bateu gigante. Deitei no sofá com ela no colo. Ela chorava, eu chorava... e, as duas largadas, chorando muito, me vi a pior mãe do mundo.
Me culpei com nunca na vida! Não foi fácil.
O Luís queria ajudar, mas não deixei. Ele trabalha em outra cidade e precisava descansar. Seriam duas preocupações.
Minha mãe aparece na sala, tira a Bia de mim e me manda deitar. Disse que eu tinha que descansar. Ela viu que eu tinha chegado no auge do cansaço. Entrei no banheiro e chorei, como criança, de soluçar. Fiquei trancada alguns minutos. Saí, tomei um copo de água com açúcar e fui deitar.
Minha cabeça naquele choro de bebê, sofrido... Mas ela não chorava mais. O som que ecoava no meu ouvido já era coisa da minha cabeça. Fui atrás e não encontrei nenhuma das duas. Elas foram pra suíte dos meus pais e me deixaram de fora.
Dormi. Pouco, mas dormi. E quando levantei as duas estavam acordadas... Mal dormiram uma hora naquela noite. Meu corpo todo doía como se eu tivesse sido pisoteada. Naquele dia eu e Beatriz ficamos na cama, dormindo manhã e tarde inteiras. Acabadas.
Tudo passa
Depois com o tempo as coisas vão se ajeitando. Dou graças a Deus de ter uma família tão parceira. Faria tudo de novo e, tenho certeza, eles também! Hoje tenho força e acredito que isso acontece com muitas mães. Parece que não tem fim, mas tem sim!!!
E se uma hora você precisar gritar, chorar, correr pra um canto. Faça... mas acredite que é só uma válvula de escape e tenha sempre pessoas que te amam por perto, pois elas serão importantes demais pra sua recuperação.
Outra coisa, quem passa por tudo isso sozinha, parabéns! Você é uma heroína!
Ah, e fica a dica: AINDA ASSIM, VALE A PENA SER MÃE!
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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Ela é o meu amor... eu sou o amor todinho dela!
Amanhã fará um mês que minha vida mudou completamente! Beatriz mal chegou e já me ensinou tanta coisa! Acho que muito mais que nascer um bebê, nasceu uma mãe (leiga), mas muito diferente da Lívia de antes!Por isso resolvi fazer aqui uma lista sobre o aprendizado que venho tendo, colocando algumas situações que vivenciei neste mês mais que especial.
- O parto é emocionante, principalmente ao ouvir o chorinho dela. Chorei, sorri, senti algo inexplicável;
- Percebi que amar seu bebê não acontece de imediato! Eu a via como uma pessoa estranha, que eu não conhecia! Mas isso aconteceu aos poucos, com o passar dos dias;
- Quando você sente o amor pela cria, aí sim ele explode que não cabe em mim. E só de olhar aquela perfeição já meus olhos se enchem de lágrimas;
- Peguei birra (MUITA) de pessoas que ficam no meu pé dizendo o que fazer, o que é, como é, como fazia na sua época. Palpites e pitacos não ajudam, só irritam;
- Eu não tinha jeito nenhum com criança, mas pegar, trocar e dar banho na minha filha fez parecer que eu já tinha experiência de anos;
- A ajuda e parceria do pai é fundamental, mas como tudo é novidade, não é difícil que algumas crises ou desentendimentos aconteçam. Só que é importante lembrar que tudo é pela nossa filha, aí as coisas se acertam;
- A gente muda os planos para facilitar a vida. Depois da alta médica, ficamos cuidando da Beatriz sozinhos, eu e Luís. Porém, assim que o marido voltou pro trabalho, fiz uma pequena mudança pra casa dos meus pais para ter ajuda deles nas primeiras semanas. (Ok, vai fazer um mês que estou aqui e não tenho noção de quando voltar, mas hoje estou muito mais segura pra voltar do que quando vim);
- Ter minha mãe por perto me fez muito bem! A paciência dela me deu segurança, além da força que ela tem nos dado, pegando a Beatriz principalmente quando já não temos mais braço pra niná-la, inclusive de madrugada;
- A paciência vem com o tempo, e as vezes vai com ele também. O choro da Beatriz as vezes me faz chorar junto - ver aquele biquinho fazendo beicinho é de cortar o coração. Mas realmente vamos aprendendo aos poucos a entender o que significa cada "buaaa" e quando não sabemos o que é, damos o peito. Dar de mamar é uma grande válvula de escape;
- Chorar muito por qualquer motivo e sem saber como explicar é normal no pós-parto. Tive medo de depressão, pois tinha dias que eu chorava muito por qualquer coisas. Mas descobri que existe mesmo o tal "blues puerperal" e que as pessoas provavelmente não vão entender que a tristeza não é pelo bebê, é apenas uma confusão dentro da gente;
- É cansativo e já deu vontade de 'largar mão' numa madrugada em que nada acalmava a pequena, mas durou um segundo e logo me senti culpada pelo pensamento ruim;
- Ser atingida por um bombardeio de cocô no meio de uma troca de fralda pode ser muito engraçado, ainda mais quando o papai está perto para presenciar a cena;
- Pedir pra ela fazer xixi ou cocô em você enquanto carrega para o banho para que não faça na banheira é normal e muitas vezes ela faz mesmo. E eu não ligo;
- Comemorar um pum, um peido, um cocô ou um arroto se torna a coisa mais normal do mundo! Ninguém quer um bebê chorando de cólica;
- Com menos de um mês já compramos mais de cinco remédios para ela, a maioria para cólica;
- Eu achava que a chupeta era uma coisa muito fácil de se pegar. Descobri que bebês não gostam! Como é difícil fazê-la acostumar;
- Pedir pra que o primeiro mês passe logo e, quando ele chega, já pedir pro próximo passar logo também foi normal, mas ficar com medo do tempo passar rápido demais é angustiante;
- Penso muito no dia que eu terei uma noite inteira de sono, porque o que mais me cansa em todo o processo é acordar a noite toda, de duas em duas horas pra dar mamar e esperar arrotar;
- Dormir de barriga pra baixo é muito bom e eu tava com saudades;
- Dormir sempre que a bebê dorme não é tão simples, uma vez que você tem suas coisas pra fazer, além de arrumar todas as coisas da cria;
- Inventar músicas e histórias pra acalmar a pequena se torna muito mais fácil;
- As vezes olho pra Beatriz e penso se ela sabe que sou a mãe dela. Tem horas que acho que ela não tem essa noção, outras ela só acalma quando está no meu colo;
- Não consigo mais cantar a música Você, do Tim Maia, que eu cantei durante toda a gestação, sem ficar com um nó na garganta tamanha a emoção;
- Tudo, mas tudo mesmo, é motivo de pesquisar no Google. O que pode ser um perigo por um lado, me tira muitas dúvidas também;
- Na gestação eu tinha noção do carinho das pessoas por mim e pela minha filha. Mas após seu nascimento eu fiquei ainda mais emocionada com o dimensão de tudo isso! Em nome da minha família, muito obrigada a todos!
Por enquanto é isso! Espero que não me achem doida com este post!!!
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Me ensina a não andar com os pés no chão...
E meu jardim ficou muito mais colorido...
Depois de mais de um mês sem aparecer por aqui, volto para relatar a minha história de parto. Nasceu a Beatriz!
No final de outubro saí de férias. Pudera, com o barrigão de nove meses já estava pesado demais ir diariamente para São Paulo, pegar ônibus, metrô e já sem posição para sentar.
Descansei bastante e não tinha muita força pra fazer todas as coisas da maternidade que estavam pendentes.
No dia 11 de novembro acordo pela manhã, faço meu xixi matinal, tomo um café da manhã devorando o meu único desejo gestacional, um chocotone, e volto pra cama pra mais uma soneca. Eis que me deparo com um pijama molhado! "Ué, mas eu já fiz xixi!!!!"
Segundos depois a tremedeira. "Será que é a bolsa???" Corro pro banheiro e nada de água. "Acho que não é nada!". De qualquer maneira, achei por bem deixar alguém avisado. Aí que começou meu desespero. Não queria deixar o Luís, que estava em Campinas, nervoso, por isso resolvi deixar meus pais cientes do que me acontecera. E nada deles atenderem. Poxa, meu pai NUNCA fica sem o celular...
Ligo, ligo, sem sucesso. Aí o que eu estava 'tranquila' se tornou um pesadelo. "E se for alguma coisa?????" Ligo novamente no celular da minha mãe e a minha cunhada atende. Poxa, eu sei que minha mãe não usa celular nas horas que mais preciso, mas justo agora!?!?! Resolvi desabafar com ela mesmo.
- Anna, estou chorando e um pouco nervosa, mas tá tudo bem. É que saiu uma água e eu to meu sem saber o que fazer. Eu acho que foi o tampão.
- Vou chamar seu irmão e ele te leva no hospital. É melhor tirar a dúvida.
Ela tinha razão, mas não queria alarde sem necessidade. Resolvi não ir ao PS até um minuto depois de ligar pro Luís e ser OBRIGADA a ligar pra minha médica, que orientou ir ao hospital apenas para certificar de que estava tudo bem.
Era o tampão e a dilatação já começara em 1 cm.
...
Foi uma semana de repouso e muita correria! As lembrancinhas da maternidade não estavam prontas e as nossas malas menos ainda! (Aliás, motivos de muitas angústias no dia 11). Corremos pra deixar tudo certinho pro grande dia.
Eu conversava muito com a Beatriz, pra ela aguentar mais umas duas semanas. Mas realmente, coração de mãe não se engana. Eu sabia que ela já estava cansada daquele aperto todo.
...
Na quarta a noite recebo um e-mail da minha G.O. pedindo pra eu fazer uma ultrassonografia de urgência na quinta. Confesso que apavorei.
Aquela angústia toda só sumiu no dia seguinte, depois do exame que provou que estava tudo bem com minha princesa.
...
No final de semana, dia 16, comecei a sentir uma dor muito forte no quadril direito, que me levou novamente ao PS. Tava tudo igual, a não ser que o colo do útero estava afinando. Com os comentários das médicas que me atenderam, sabia que logo eu voltaria ali para parir. Minha sorte foi o Buscopan que me aliviou as dores.
...
No domingo fiquei de cama... com dores no quadril e cansada.
...
Já na segunda estava bem. Cansada, pesada, mas me sentindo melhor. Fui pra casa dos meus pais e a noite o Luís passaria para me pegar. Até que...
Até que no fim do dia começo a ter umas dores 'esquisitas'. Ia no banheiro, mas não era dor de barriga. Não sei porque cargas d'água resolvi contar o tempo entre uma dor e outra. Não pensava que pudessem ser contrações, juro!
Vinte minutos! Eram mais de 19hrs e o Luís me liga pra descer e irmos pra casa, mas com dores de vinte em vinte minutos eu não ia ter condições. "Luís, sobe!" E ele liga pra minha médica, uma vez que as dores já me faziam apertar o sofá da sala devido a força com que estavam aparecendo.
- Vai pro hospital, já vou ligar lá pra te atenderem, assim que terminar me liga que eu vou pra lá!
- Dá tempo de tomar um banho? - sim, esta foi uma grande preocupação minha!
- Faz tudo com calma... pegue os resultados dos exames e levem as malas!
Mas quando cheguei em casa, as dores eram mais intensas e o tempo menor.
E eu gemia, mas ainda suportava aquilo.
Já na saída do prédio, uma dúvida: "Lu, pegou a máquina?" - ele não tinha pego!
Eu ainda não me dava conta de que era aquela a hora, por que eu tava tão certa que era aquela hora? Eu que não sabia como saberia que a hora era a certa!!!! Ainda assim, rezei um Pai Nosso e uma Ave Maria. Sabia que Eles estavam comigo!
No hospital as forças começaram a diminuir, depois de um bom tempo, enfermeiras começaram a me monitorar!
- Vamos contar suas contrações. Quando começar me avisa. Agora? OK... Uma contração a cada 2m30, duração de 30s. É, você está em trabalho de parto! Quando o médico (que estava atendendo uma emergência) voltar, te examina.
Demorou dias pra mim, nos meus contorcionismos de dor. Ele apareceu, fez o toque: 3cm! As palavras seguintes foram: internação, quarto, chamar sua médica, ligar pro centro de coleta de célula tronco.
No quarto, peço pra minha mãe ligar a TV, era dia de desmascarar o Félix e, quem sabe assim, eu me distraía... Já tinha passado das 22hrs, já acabou a novela! Poxa! O tempo tá voando muito ou eu que perdi a noção dele???
No quarto, peço pra minha mãe ligar a TV, era dia de desmascarar o Félix e, quem sabe assim, eu me distraía... Já tinha passado das 22hrs, já acabou a novela! Poxa! O tempo tá voando muito ou eu que perdi a noção dele???
A partir daí, foi muita dor. Muita dor mesmo!!!! Gritos, gemidos, choros, ais e uis pra todo lado. Pessoas me mandando ficar calma e eu querendo berrar o mais alto possível. Meu medo não era a dor, meu medo era aquela dor durar por inúmeras horas.
Veio a ocitocina. Neguei. Quanto tempo vou ficar aqui???
- Doutora, tira ela, pode abrir!!!!
- Lívia, conversamos tanto sobre o parto normal e tudo indica que você pode ser assim.
- Cade o Luís? Vou discutir com ele.
Ele me deixou a vontade pra decidir!
- Doutora, tira ela, pode abrir!!!!
- Lívia, conversamos tanto sobre o parto normal e tudo indica que você pode ser assim.
- Cade o Luís? Vou discutir com ele.
Ele me deixou a vontade pra decidir!
E foi a médica que me mostrou que eu tinha capacidade de parir normalmente. Se ela confiava em mim, eu também podia fazer o mesmo.
Então manda ocitocina: 6cm. Estoura a bolsa. Sinto fazer um puta xixi na cama, mas tinha uma bacia embaixo. Não doeu. As contrações sim. Mas eu era capaz. Só queria muito que chegassem logo os 8cm pra tomar anestesia.
Hora de ir pro centro cirúrgico. Cade a anestesia? Dói, mas tá dilatando! Quase 9cm!! Aleluia, tomei anestesia! Não sinto nada! Agora podemos fazer qualquer coisa! Agora dou conta.
- Faz força!
- Cade o Luís?
Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr... força, força....
- Descansa... outra contração, faz força!
- Cadê o Luís???
- Chama o Luís!!
Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr... força, força...
Depois de muitos "faz força" e "chama o Luís", ele chegou e eu fiz mais e mais força... por longos minutos... e depois de 40 vejo preocupação nos rostos. E eu lá, firme, esperando minha menina chegar. Eu sabia que ia dar tudo certo!
O aparelho de escutar o coração do bebê já não estava nos dando o retorno esperado. O tum tum forte da Beatriz quase não era audível... As contrações começaram a diminuir...
O aparelho de escutar o coração do bebê já não estava nos dando o retorno esperado. O tum tum forte da Beatriz quase não era audível... As contrações começaram a diminuir...
- Vamos ter que operar.
- Doutora, o que for preciso pro bem da minha filha. Ela é prioridade. Eu não tenho medo de nada!
Minha calma somada a do Luís eram de fazer inveja. Só entristeci por não poder ver a cirurgia.
Depois disso, tudo passou muito rápido. Colocaram o Luís sentado e ele disse que queria ver. "Levanta, olha!! Aproveita que você consegue!"
E foi depois de tudo isso, e muito esforço, que ouço aquele chorinho. O momento mais esperado de toda a gestação.
Já era dia 19/11, 0h53, com seus 2,775kg e seus pequeninos 46,5cm, meu mundo mudou, minha vida floriu, meu coração disparou e já não era mais meu. O amor transbordou...
Foi assim que pari. De cesárea, com apenas 37 semanas, sem me despedir da barriga, sem sentir a bolsa estourar, sem saber como ia acontecer e, no final, como disse o Luís, dando a luz praticamente das duas formas. Foi tudo muito rápido! As horas passaram voando e foi tudo tão surreal que não conseguimos avisar ninguém!
Mas de tudo valeu. Faria tudo de novo. E vêm noites sem dormir, cólicas, dores, cansaços, mas é o amor da minha vida, o motivo da minha existência. Aquela máxima de "como eu vivi antes de Beatriz???" É verdade... não consigo lembrar da minha vida sem minha filha.
"Sim, me leva para sempre Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão,
Para sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz"
(Beatriz, Milton Nascimento)
Ah! Faltou um detalhe importantíssimo no final da cirurgia! Depois de muito tempo dando os pontos nas sete camadas da cesárea, ouço uma 'conversa' entre médicos e enfermeira. A contagem das gazes não batiam! Minha médica firmou mil vezes que não tinha ficado nada em mim! Eu pensava: "caracas, não to acreditando que vão me abrir de novo!!!!!!!!!" Meu braço estava dolorido e eu queria sair logo dali pra pegar minha cria!!! Contaram uma, duas, várias vezes e não batia!!! Aí descobriram que a moça que coletou o cordão umbilical usou uma e jogou no lixo, com o sangue e tudo! Por isso ninguém achava! Só digo uma coisa: "UFA!!!!!!!!"
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Ah! Faltou um detalhe importantíssimo no final da cirurgia! Depois de muito tempo dando os pontos nas sete camadas da cesárea, ouço uma 'conversa' entre médicos e enfermeira. A contagem das gazes não batiam! Minha médica firmou mil vezes que não tinha ficado nada em mim! Eu pensava: "caracas, não to acreditando que vão me abrir de novo!!!!!!!!!" Meu braço estava dolorido e eu queria sair logo dali pra pegar minha cria!!! Contaram uma, duas, várias vezes e não batia!!! Aí descobriram que a moça que coletou o cordão umbilical usou uma e jogou no lixo, com o sangue e tudo! Por isso ninguém achava! Só digo uma coisa: "UFA!!!!!!!!"
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